16.5.18

Agradecer


Agradecer os 37.
Agradecer a(à) Vida.
Agradecer as resoluções e as decisões.
Agradecer a paciência e o tempo.
Agradecer o que chega.
Agradecer o que parte.
Agradecer às minhas pessoas. A todas as que existiram sempre, às que chegaram depois, às que já não estão e às que acabaram de chegar.
Agradecer as dádivas, os perdões, os recomeços.
Agradecer a coragem e a força e as vezes em que me falham.
Agradecer por e todos os dias.

Obrigada!




22.3.18

Com 14m de atraso..dia Mundial da Poesia


"Para atravessar contigo o deserto do mundo
Para enfrentarmos juntos o terror da morte
Para ver a verdade para perder o medo
Ao lado dos teus passos caminhei
Por ti deixei meu reino meu segredo
Minha rápida noite meu silêncio
Minha pérola redonda e seu oriente
Meu espelho minha vida minha imagem
E abandonei os jardins do paraíso
Cá fora à luz sem véu do dia duro
Sem os espelhos vi que estava nua
E ao descampado se chamava tempo
Por isso com teus gestos me vestiste
E aprendi a viver em pleno vento"

Sophia de Mello Breyner Andresen

15.3.18

Pasmo

Penso em como as pessoas nos surpreendem. Naquilo que pensamos e da forma como as vemos. Aquela inteligência que existe e que num ápice me faz exclamar "que burro!".

Penso no egoísmo e na dor que se causa aos outros e depois lembro me que tudo tem um propósito: Ajudar a fechar, a acabar, a encerrar.

O ser humano tem uma forma ridícula de aprender pela experiência e normalmente pela dor e pelo arrependimento... somos uns "tristes"..

A vida é feita de escolhas. Vivemos com o resultado delas. Sempre.

8.3.18

ZM

Dos regressos ao que fui um dia.
Um fim de semana a Sul.
Um rapto para um pôr do sol que quase não iria acontecer.
Anos de vida em 1h30.
Do que sempre foi fácil e ao mesmo tempo tão difícil.
Ao que seria fácil e que se mantém difícil.
À presença que se fez ausente, presente e ausente.
Ao que este mundo não permite e que outros provavelmente já conseguiram fechar.

A um festival à beira rio.
A um Arco em Lisboa por uma promessa.
Ao andar sem destino.
A fotografias eternas.

Às lareiras e aos medronhos.. "Na noite em que bebeste medronho..."

Dos vazios e dos suspensos..

"Possuir é perder. Sentir sem possuir é guardar, porque é extrair de uma coisa a sua essência" (Fernando Pessoa)

18.2.18

And here we were...

Hoje a festa da L foi no Restelo.
Pus a morada no GPS (não sei como vivi e conduzi alguma vez sem isto!) e fui.
Dei por mim a fazer o mesmo percurso que tantas e tantas vezes fiz para o Palacete.
Virei antes. Estava atrasada.

Quando saí confesso que fiz o percurso mais longo. Queria vê-lo.

Sabia-o vazio. Tu estás algures em Seul. Parei à porta. Tudo escuro.

Tinha a pirata no carro, porque se não tivesse tinha estacionado e entrado. Sei os códigos todos (ironia de alguém que nem o seu número de telefone sabe)... tinha entrado e ido buscar a chave que sei perfeitamente onde está... teria acendido a luz da mesa da entrada (a da esquerda) e seguido para o escritório onde acenderia a luz da secretária.

Não iria logo para a sala porque estarias no escritório. Iria sentar-me na minha cadeira em frente à secretária e arrumar as canetas que certamente estão por lá espalhadas. Depois sim, depois iria à sala.

Acenderia o candeeiro alto que está entre as portadas que dão para o jardim e iria sentar-me na minha poltrona amarela. Penso que nessa altura fecharia os olhos e esperaria que chegasses, com aquela tua passada forte, que te dirigisses à aparelhagem e escolhesses música (hoje possivelmente a Nina).
Provavelmente terias trazido do escritório qualquer coisa para eu ler e ficarias sentado, na tua ponta do sofá à espera da minha reacção.

Era nesse momento que vocês chegavam e ocupavam os vossos lugares. O G. iria para a cozinha porque "tem de haver algo que se coma"... iríamos rir e esperar pelo inevitável "AH HA".. a noite continuaria entre petiscos\pratos, vinhos e conversas.. sérias ou pouco sérias, mas nossas, de clube privado onde não somos nada menos do que nós.

Este cenário formou-se em 20 segundos de contemplação do Palacete. Desci em direcção ao rio e não pude deixar de pensar: tanta falta me faz aquela casa com tudo o que me deu sempre...

12.2.18


"...there were so many fewer questions
when stars were still just the holes to heaven..."