18.2.18

And here we were...

Hoje a festa da L foi no Restelo.
Pus a morada no GPS (não sei como vivi e conduzi alguma vez sem isto!) e fui.
Dei por mim a fazer o mesmo percurso que tantas e tantas vezes fiz para o Palacete.
Virei antes. Estava atrasada.

Quando saí confesso que fiz o percurso mais longo. Queria vê-lo.

Sabia-o vazio. Tu estás algures em Seul. Parei à porta. Tudo escuro.

Tinha a pirata no carro, porque se não tivesse tinha estacionado e entrado. Sei os códigos todos (ironia de alguém que nem o seu número de telefone sabe)... tinha entrado e ido buscar a chave que sei perfeitamente onde está... teria acendido a luz da mesa da entrada (a da esquerda) e seguido para o escritório onde acenderia a luz da secretária.

Não iria logo para a sala porque estarias no escritório. Iria sentar-me na minha cadeira em frente à secretária e arrumar as canetas que certamente estão por lá espalhadas. Depois sim, depois iria à sala.

Acenderia o candeeiro alto que está entre as portadas que dão para o jardim e iria sentar-me na minha poltrona amarela. Penso que nessa altura fecharia os olhos e esperaria que chegasses, com aquela tua passada forte, que te dirigisses à aparelhagem e escolhesses música (hoje possivelmente a Nina).
Provavelmente terias trazido do escritório qualquer coisa para eu ler e ficarias sentado, na tua ponta do sofá à espera da minha reacção.

Era nesse momento que vocês chegavam e ocupavam os vossos lugares. O G. iria para a cozinha porque "tem de haver algo que se coma"... iríamos rir e esperar pelo inevitável "AH HA".. a noite continuaria entre petiscos\pratos, vinhos e conversas.. sérias ou pouco sérias, mas nossas, de clube privado onde não somos nada menos do que nós.

Este cenário formou-se em 20 segundos de contemplação do Palacete. Desci em direcção ao rio e não pude deixar de pensar: tanta falta me faz aquela casa com tudo o que me deu sempre...

12.2.18


"...there were so many fewer questions
when stars were still just the holes to heaven..."

1.2.18

Apanho o próximo...

Hoje quando estava a chegar à estação vi-os.
Despertou-me a atenção porque ele se levantou num ápice e percebi que seria para apanhar o comboio do qual eu ía sair.

Mas voltou a olhar para ela e estendeu-lhe a mão que ela agarrou-a e aproveitou para o puxar para si novamente. Ele não se sentou, mas inclinou-se para a beijar. Riram-se depois do beijo e quando eu saí do comboio ele voltou a sentar-se ao lado dela, abraçando-a, desistindo daquele comboio...

Quase que aposto que também não apanhou o seguinte. Quase que aposto porque o meu mundo voltou atrás mil anos. Porque também eu namorei na estação quando o B. vinha de Cascais e eu ficava ansiosa à espera de um comboio que pelo que me parecia, não iria nunca chegar.

Mas chegava. Sempre na mesma carruagem o B. saía. Com aquele estilo de beto rebelde com o qual eu sempre gozei, mas sempre com um sorriso imenso. Éramos simples, ingénuos de alguma forma.

Passeávamos pela praia (quantas vezes íamos a pé até Cascais) e voltávamos.

O B. dizia que tinha de apanhar o comboio e íamos para a estação. Ali ficávamos os dois em namoro, encostados um ao outro e quando a sirene começava a tocar o B. levantava-se decidido a apanhar aquele... mas quando me estendia a mão eu também a agarrava e também a puxava para mim para o obrigar a beijar-me... aquela decisão toda de que tinha de ser aquele comboio, caía por terra, porque ficava novamente sentado ao meu lado a sorrir.  A resposta à minha pergunta "não ías apanhar o comboio?", era invariavelmente (e a rir)"Apanho o próximo"...

25.1.18

Lucky bastard!

Há sítios horríveis para se viver... depois há o meu... lucky me!

31.12.17

17.18

Não costumo fazer balanços no Ano Novo.

Faço os balanços no meu ano novo.

Este ano foi uma revolução: mudanças, adaptações, encontros, reencontros, arrumações e desarrumações... partes resolvidas e outras nem por isso.

Segue a vida como sempre seguiu, cheia de si e do que é suposto trazer.

Venha um número novo no calendário.

Mundo! Estamos atentas! :)

22.9.17

Wuthering Heighs...


Do vento lá fora... da Catherine e do Heathcliff... do primeiro dia do outono... deixar cair folhas... pensamentos... de reler, de ir buscar... de encontrar...



19.9.17

"All things appear and disappear because of the concurrence of causes and conditions.
Nothing ever exists entirely alone.
Everything is in relation to everything else."