Há sítios horríveis para se viver... depois há o meu... lucky me!
25.1.18
31.12.17
17.18
Não costumo fazer balanços no Ano Novo.
Faço os balanços no meu ano novo.
Este ano foi uma revolução: mudanças, adaptações, encontros, reencontros, arrumações e desarrumações... partes resolvidas e outras nem por isso.
Segue a vida como sempre seguiu, cheia de si e do que é suposto trazer.
Venha um número novo no calendário.
Mundo! Estamos atentas! :)
22.9.17
Wuthering Heighs...
19.9.17
21.5.17
Azul
Não foi uma decisão simples... foi preciso muita coisa. Foi necessário tempo, espaço... sanidade, deliberação...
Sou uma pessoa de afectos, de raízes, de pessoas... desde que fui mãe que todo o afastamento me doía e me magoava de uma forma muito mais aguda do que antes.
O Médio Oriente não é uma zona fácil. A mentalidade é diferente, o estilo de vida, as pessoas, o clima... em nada se parece com a Europa o que torna tudo ainda mais complicado.
Não há céu azul. Há céu azul com uma camada de pó... assim simples. Não há céu azul.
Quando não há céu viramo-nos para onde?
É nessa altura que respiramos e enchemos os pulmões de ar e decidimos que precisamos de ir. A partir do momento em que decidimos tudo acontece... proposta de trabalho nos timings certos com as condições certas, obras, casa... deixar tudo entregue e a vida ali, resolvida.
Aprendi a todos os níveis. Cresci muito a todos os níveis. Estou grata pela oportunidade, mas há sempre um tempo para parar, para fechar.
O meu chegou ali ao fim e recomeça aqui. Confuso, cansada, em adaptação, mas feliz.
Há azul. Basta-me.
7.5.17
Mães e o dia delas...
Segundo dia da mãe como mãe.
Na verdade ainda acordo a pensar na minha mãe e que é o dia dela. Só depois é que me "cai a ficha" e me apercebo que já sou mãe. Que tenho a minha pessoa pequena que grita "mamã" (normalmente em loop!!!!!).
Quase todas as mães são as melhores do mundo. São nossas. O nosso porto seguro, aquela que nos conhece desde sempre, que acerta no nosso humor, nas nossas vontades... até ser mãe a ideia do exemplo (de ser exemplo), fazia me sentido, mas agora vejo que a minha filha começa a imitar me. Começa a fazer coisas que faço e que nem me apercebo que faço... quando a vejo fazer entendo que me imitou (ou ao pai).
A minha mãe é fantástica. Tem os seus lados menos brilhantes como todos, mas é extraordinária em força e determinação. Na forma como se dá aos outros, à vida... quando a vejo revejo a minha avó. Linda, enorme, cheia de vida.
A minha avó foi sempre o pilar de tudo. A cola, a força, a vontade. Foi a independência e a presença constante.
Se a minha mãe é a melhor mãe do mundo é porque teve o exemplo da melhor. Se eu conseguir ser parte do que é a minha mãe, talvez possa a minha filha dizer um dia que eu sou a melhor mãe do mundo (na verdade somos todas)!
Feliz dia da mãe e dos filhos por esse mundo fora. Um beijinho especial para quem já não a pode abraçar ou quem nunca conseguiu fazê lo. Esses sim, são dignos de uma admiração sem limites... "Quem tem uma mãe tem tudo"!
6.4.17
Resoluções
Uma das minhas resoluções de ano novo era não abandonar este blogue. Era escrever mais do que o ano passado.
O ano passado foi um ano diferente. Foi um ano cheio de tudo o que é novo. O amor é agora incondicional e absoluto, o cansaço maior, a responsabilidade,...
Foi um ano em que me senti perdida e achada, sozinha e acompanhada, forte e fraca. Nem sempre foi fácil esta dualidade, na verdade houve alturas muito pesadas e doridas.
Não sou de queixas e talvez por isso ainda não tenha vindo aqui escrever, porque só agora consigo olhar para o que foi e ver o quanto me superei e o orgulho que tenho nas minhas escolhas e nas minhas decisões.
Ganhei uma experiência incrível a todos os níveis que nunca me abandonará. Ficou provado mais uma vez que as minhas pessoas são sempre minhas e que não há distância que acabe com isso.
Começou a Primavera e com ela as limpezas. Tão bom!
Venha de lá o novo e as mudanças! Estou pronta!
2.1.17
18.7.16
Ontem há 15 anos..
Ontem há 15 anos nasceu um bebé que me encheu a vida, o tempo e os braços. Ontem há 15 anos o nosso grupo passou a rodar à volta dos horários daquele bebé pequenino e cor de rosa.
A aldeia criou o bebé... uma miúda linda, atenta, meiga, divertida, inteligente, forte, compreensiva.. tens tantas qualidades e és tão especial que não me chega este corpo para o orgulho que tenho dentro por ter participado nesse teu crescimento.
Parabéns ao super hiper pai sempre e todos os dias pela dedicação e pelo exemplo. Não sabes como agora me é essencial lembrar me de ti tantas vezes ao dia e pensar "como é que ele fez isto sozinho?"!
Saudades aos milhões dos dois venha mais um ano cheio de sorrisos vossos!
18.5.16
O Zé merece um post
O Zé tinha histórias tão horríveis como maravilhosas. O Zé era um óptimo contador de historias. Dos melhores que já ouvi.
Mas quando errava ou não acertava (acho que ele gostaria mais assim), assumia o erro. Não às claras, mas lá arranjava uma maneira, nem que fosse com um sorriso e um piscar de olho, que aceitava não ter visto o que devia ou feito o que era suposto.
O Zé tinha um sentido de humor extraordinário. Com poucas pessoas ri até chegar às lágrimas e com ele aconteceu várias vezes.
não me impeça de ver o que anseio
que a morte de tudo em que acredito
não me tape os ouvidos e a boca
porque metade de mim é o que eu grito
mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
seja linda ainda que tristeza
que a mulher que amo seja pra sempre amada
mesmo que distante
porque metade de mim é partida
mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
apenas respeitadas como a única coisa
que resta a um homem inundado de sentimentos
porque metade de mim é o que ouço
mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz que eu mereço
e que essa tensão que me corrói por dentro
seja um dia recompensada
porque metade de mim é o que penso
mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
que o espelho reflita em meu rosto num doce sorriso
que eu me lembro ter dado na infância
porque metade de mim é a lembrança do que fui
a outra metade não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
pra me fazer aquietar o espírito
e que o teu silêncio me fale cada vez mais
porque metade de mim é abrigo
mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
mesmo que ela não saiba
e que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
porque metade de mim é amor
e a outra metade também.” Oswaldo Montenegro”
12.5.16
Dia dos anos...
Obrigada vida minha.
2.5.16
Dia da Mãe
13.3.16
Recuperar
Este blog começou quando eu estava em Erasmus porque era a forma mais prática de informar os meus, de como estava e de como ía vivendo. Quando fiz Erasmus (nem vou contar os anos porque me vai doer), ainda não havia internet em casa, tinha cyber cafés e a faculdade. Não queria perder muito tempo a mandar emails aos meus variados grupos de pessoas e o blog uniformizou isso de alguma forma.
Sempre gostei de não ter prazos para escrever, dias, pressão. Percebi que o ano que passou foi o ano em que menos escrevi, mas que a frequência de posts tem diminuído. Penso que o facto de todos termos agora skype e whatssapp acaba por reduzir a necessidade de escrever o que se vai passando, já que quase de imediato, chego a quem quero chegar, mando fotos, partilho ideias, etc...
O ano passado foi cheio em mudanças e pegando no post anterior, não faz muito sentido ter passado 9 meses grávida e não ter nenhuma referência a esse estado. Primeira gravidez, primeira experiência de vida virada ao contrário. Poderia ter aproveitado para escrever, mas vivi tanto este bebé e as transformações todas que se sucediam que não me apeteceu.
Um filho muda tudo. É cliché porque é verdade.
Hoje uma das minhas melhores amigas foi mãe. Hoje a minha irmã deu entrada no hospital para que nasça a minha sobrinha.
Não quero que este blog seja um blog de bebés, nem de mães, mas a verdade é que a maternidade é um mundo e a vontade de escrever sobre isso, agora que estou mais encaixada na realidade é muita.
Não sei quando vou escrever mais nem sobre que tema. Esta liberdade de blog é óptima!
1.1.16
2015-2016
16.8.15
Meio caminho
4.8.15
48h
Vou de férias... 10 dias, mas preciso destes 10 dias em casa.
Preciso de sair deste calor, deste pó e desta vida. Preciso de respirar e de estar com os meus.
Haverá certamente opiniões bem diferentes da minha relativamente ao Médio Oriente e em concreto ao Dubai. Para mim o Dubai é confortável. Do essencial não me falta nada e em alguns aspectos a qualidade de serviços e de assistência é melhor do que em Portugal. A verdade é que é só isso. Um meio para atingir um fim. A oportunidade profissional, claro que a questão económica e nada mais.
O Dubai nunca vai ser casa porque não me identifico com esta vida, com esta construção nem com estas pessoas.
Não gosto do consumismo, da falta de educação, da falta de civismo, dos ares superiores e da futilidade.
Fascina-me a diferença cultural e o facto de aqui sermos todos expatriados... ninguém (quase ninguém) é emirati e a nacionalidade não se adquire independentemente do número de anos que aqui se viva ou se cá se tiver nascido...
Haverá certamente quem pense de maneira diferente, mas com aqueles que tenho falado, todos me dizem que querem voltar para casa e que se pudessem, voltavam já amanhã.
Por enquanto não posso voltar para casa definitivamente, mas "ir" a casa "já amanhã", é para mim benção suficiente.
25.5.15
Entretanto...
Ao contrário de todos os outros anos que fiz e que passei entre 3 dias de almoços, jantares, pequenos almoços e piqueniques, este ano foi só um dia, o meu.
Praia. Almoço. O A. a M e a M. Só.
Foi um dia diferente, mas bom. Em bom.
Vai ser um óptimo ano.
Comecei-o assim:
31.3.15
2
O tempo escapa-se por entre os dedos. Tudo o que já cresceste, tudo o que já sabes...
Este ano não consigo estar perto, estar contigo. Custa-me esta ausência apesar de te saber bem todos os dias.
Sabes meu querido... Eu sei-te feliz! És tão feliz que às vezes me comovo com a forma como dás gargalhadas com a vida e com tudo o que tem dado. Este ano trouxe-te o teu "nano" a quem dás beijinhos apesar de ainda não saberes muito bem como te caiu lá em casa! ;)
Principezinho... Que a tua vida seja sempre esta imensa aventura e que a leves sempre como tão bem sabes, na ponta dos dedos numa brincadeira, num desafio com esse génio só teu.
Obrigada pelos teus/nossos momentos!
Beijos da tia-madrinha Jana (Mikitas ainda é muito difícil querido Besnico)
18.3.15
16
Este post vem atrasado quase um mês. Atrasado aqui, porque no blog próprio, foi escrito a tempo!
Todos temos, pelo menos quero acreditar que sim, amigos verdadeiros. Aqueles amigos que temos a certeza absoluta que se o mundo inteiro nos falhar, aqueles estarão sempre. Eu felizmente tenho vários.
Esses amigos chegaram-me de várias maneiras... desde sempre, por afinidades, por causa da escola, da faculdade, de forma espontânea...
Estas 3 não. A diferença desta amizade para todas as outras é que nos sentámos a uma mesa, sem nos conhecermos assim tão bem e jurámos que íamos ser amigas para sempre.
Este foi o meu primeiro casamento. Como qualquer relação a nossa tem momentos extraordinários e outros menos extraordinários. Tem críticas e tem elogios. Tem sobretudo honestidade e verdade. E presença, diária...em todos os momentos.
As minhas Magníficas são das melhores promessas que fiz na vida. Venham muito mais do que 16 anos de amizade desta... Venham mais mil!
14.3.15
Esta foi a nossa árvore de Natal. Imaginação do A e execução também dele.
Começou assim a minha mudança para o Dubai. Cheguei dia 23 de Dezembro para a (nossa) nova vida.
A vantagem de ter um blog sem tema e que quase ninguém segue é que posso atrasar-me, ser preguiçosa e não escrever nada. No fundo é um registo muito meu.
Já comecei a trabalhar. É óptimo.
O tempo aqui está como o Verão Europeu. Maravilha! (Ao que parece daqui a uns 2 meses passa a um inferno de calor, por isso vou aproveitar agora).
Finalmente estamos os dois, sem bigorna na cabeça a contar os dias que ainda temos antes de um de nós ir embora.
Estamos nós. Sem tempos.




