29.6.12
True Story
"Somos o resultado ambulante de todas as dores, todas as desilusões, todos os erros, mentiras, omissões e fugas; todas as vezes que fomos mais e fomos menos do que gostamos de pensar que somos, somos o resultado sobrevivente - não poucas vezes a custo!- de todos os dias em que não conseguimos ser mais do que uma tentativa de não desiludir quem gosta ou gostou de nós. Muitas vezes falhamos, mas também somos muito isso. Correndo bem, conseguimos, muito de vez em quando, estar acima disso e adquirir até um certo brilho raro"
31.5.12
Porque metade de mim é amor...
Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...
Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...
Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também
(Oswaldo Montenegro)
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...
Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...
Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também
(Oswaldo Montenegro)
30.5.12
Para o Bu...
Porque ouvi hoje no carro... porque esta música é tua e me fazes uma falta "danada"!
Volta!
Volta!
20.5.12
3.5.12
Ando fora... Aterrei quase há um mês e ainda não parei.
Muita coisa, muita vida.
O Devagar que tem África ficou lá apesar de tantas vezes tentar mantê-lo aqui. Não paramos, não páro.
Parar é morrer, é não deixar acontecer...
Mas vou abrandar e falar do que foi e do que foi maravilhosamente bom. Das saudades, do que fica, do que sai, do que se vê... Vou!
Muita coisa, muita vida.
O Devagar que tem África ficou lá apesar de tantas vezes tentar mantê-lo aqui. Não paramos, não páro.
Parar é morrer, é não deixar acontecer...
Mas vou abrandar e falar do que foi e do que foi maravilhosamente bom. Das saudades, do que fica, do que sai, do que se vê... Vou!
20.3.12
Partir...



A minha vida é de repente.
A ida a Moçambique não é de repente, mas a decisão para a viagem, a definição dos dias, os bilhetes, o passaporte que entretanto estava caducado, os vistos... tudo foi de repente.
Depois foi contar os dias e confesso que não os contei logo.
Só Domingo é que me apercebi que está quase e comecei a abrandar.
Claro que ainda não fiz a mala. Tenho toda uma noite amanhã para a fazer e preparar. Mas dentro está feita.
Viajar é ir. Ponto. Ir.
Pouco interessa o que se leva, interessa levarmo-nos, vazios para regressarmos cheios.
Oiço falar de Moçambique desde que nasci. Não há ninguém que não tenha ficado fascinado com o que tem aquela terra, aquelas cores. A minha expectativa é enorme, mas não me vou desiludir nem um bocadinho.
E depois há o pai e a mãezinhadrasta. Há um mundo que não conheço e que quero que comece a fazer parte. Quero gravar os cheiros e as sensações. O vento, o calor, a chuva se vier...
Quero tudo o que vier... Quero ir!
15.3.12
Ficar
Não saber.
Existem momentos em que não sei.
Não sei se é o ir, se é o ficar. Não sei ficar. Só sei andar...
Se me pedem para ficar, eu não sei. Não sei gerir inactividade e esperar que tudo aconteça. Não acredito na sorte. Acredito no merecimento ou na ausência dele.
"A sorte faz-se"... certo! Mas depois não há descanso, porque quero sempre fazer, estar, ir... e não sei parar. E não sei ficar.
E de tudo o que ficou de ontem é o que é... uma confusão de linhas que fazem planos, planos que nem sempre queremos... e por isso é que não fico. Porque ficar implica aceitar e feliz ou infelizmente, eu não aceito nada que me seja imposto...
E não é insegurança Bu... é incerteza mesmo... é não saber. E como não sei tenho de esperar até saber. E isso mata-me!
(Obrigada no entanto por tanto! xxxx's)
Existem momentos em que não sei.
Não sei se é o ir, se é o ficar. Não sei ficar. Só sei andar...
Se me pedem para ficar, eu não sei. Não sei gerir inactividade e esperar que tudo aconteça. Não acredito na sorte. Acredito no merecimento ou na ausência dele.
"A sorte faz-se"... certo! Mas depois não há descanso, porque quero sempre fazer, estar, ir... e não sei parar. E não sei ficar.
E de tudo o que ficou de ontem é o que é... uma confusão de linhas que fazem planos, planos que nem sempre queremos... e por isso é que não fico. Porque ficar implica aceitar e feliz ou infelizmente, eu não aceito nada que me seja imposto...
E não é insegurança Bu... é incerteza mesmo... é não saber. E como não sei tenho de esperar até saber. E isso mata-me!
(Obrigada no entanto por tanto! xxxx's)
6.3.12
Yap!
"I think music for me is one of the most healing art forms. Anybody can put a pair of headphones, and put a disc, put a record or whatever, and change their mood for the day"
29.2.12
Mesmo quando o mundo roda no sentido certo, acontecem coisas que nos fazem parar.
O parar para vermos o que temos ajuda a agradecer.
Nem sempre nos lembramos disso. De estarmos bem e de não termos, no fundo nada de grave nas nossas vidas.
Depois há aquelas notícias que nos enchem por dentro e que nos fazem sorrir sempre que pensamos nelas. Que nos animam os dias e nos fazem fazer planos e imaginar cenários fantásticos... e talvez seja por isso que quando nos retiram e nos dizem que não pode ser, doa...
Não quer dizer que fique tudo negro e que os dias escureçam. Há sempre coisas boas a acontecer e esta será novamente uma coisa fantástica que irá acontecer... mas não já. Essa é a parte que dói.
Mas passa. Um dia de cada vez. Era porque não tinha de ser. Agradecer e amanhã é outro dia!
O parar para vermos o que temos ajuda a agradecer.
Nem sempre nos lembramos disso. De estarmos bem e de não termos, no fundo nada de grave nas nossas vidas.
Depois há aquelas notícias que nos enchem por dentro e que nos fazem sorrir sempre que pensamos nelas. Que nos animam os dias e nos fazem fazer planos e imaginar cenários fantásticos... e talvez seja por isso que quando nos retiram e nos dizem que não pode ser, doa...
Não quer dizer que fique tudo negro e que os dias escureçam. Há sempre coisas boas a acontecer e esta será novamente uma coisa fantástica que irá acontecer... mas não já. Essa é a parte que dói.
Mas passa. Um dia de cada vez. Era porque não tinha de ser. Agradecer e amanhã é outro dia!
19.2.12
13...
Faz hoje 13 anos que numa mesa de um café jurámos ser amigas para sempre.
Pensando que 13 anos são uma vida, quero dizer que a minha sem vocês seria indiscutivelmente mais triste, cinzenta e sem brilho.
Dizer-vos que ter-vos comigo me anima os dias e me faz dar gargalhadas, ser mais forte e sentir-me mais.
Agradecer-vos o carinho, a amizade, o amor e a dedicação... o exemplo de mulheres Magníficas que são.
Love you sempre e para sempre!
(A lamechice com esta intensidade só é permitida hoje! ;))
9.2.12
Espaços
Sempre fui eu.
Sempre gostei de ser eu.
Não que não gostasse que os outros fossem um bocadinho meus e eu um bocadinho dos outros.
No entanto, esses bocadinhos vão entrando devagar (lá está outra vez uma realidade diferente). Não é fácil quando somos nós, abrirmos uma porta que permita a entrada de outro (s).
Somos comodistas. Somos individualistas. Eu sou... não numa carga excessiva, mas gosto do meu espaço e do meu tempo... dos meus tempos.
É por isso que permitir-te a entrada tem sido um processo admirável. Não sei se pelo tempo que respeitas, se pelo espaço que me deixas manter... A porta está aberta. Tu entras e sais sem que eu tenha de dizer-te para o fazeres ou tenha qualquer necessidade de a fechar. Ou para te prender dentro, ou para te impedir a entrada.
E gostar de ti tem disto. Gostar de estar em casa... em todos os sentidos que ela tem! :)
2.2.12
Penso...
Penso que quando enchemos por dentro sem esperar, é o momento de pararmos para agradecer.
E são muitas as coisas a agradecer... o engraçado é que duas são segredo.
O segredo não impede o sorriso rasgado e os passos certos, ainda que num caminho incerto.
Sermos felizes é juntar momentos felizes.
Ando a coleccioná-los!
Basta (s) -me! :)
E são muitas as coisas a agradecer... o engraçado é que duas são segredo.
O segredo não impede o sorriso rasgado e os passos certos, ainda que num caminho incerto.
Sermos felizes é juntar momentos felizes.
Ando a coleccioná-los!
Basta (s) -me! :)
27.1.12
24.1.12
Devagar...
Tenho usado esta palavra muitas vez ultimamente.
Descobri que não sei viver devagar.
Comigo as coisas acontecem a correr, de repente, porque sim, sem que pense muito nelas... Normalmente vejo-me nas situações sem que elas se vejam em mim... ou vemo-nos umas nas outras e depois tudo é cinza.
"Se queres chegar depressa anda devagar"... este conselho foi-me dado vezes sem conta nos últimos anos. Só agora começo a pensar que o entendo.
Ando a começar a viver devagar... num limite entre o começar a correr. Mas já reduzi a velocidade... e é bom... tem sido bom.
Um dia depois do outro, mesmo que por vezes me ultrpasse(m).
"Devagar se vai ao longe", não é o que se diz?
Descobri que não sei viver devagar.
Comigo as coisas acontecem a correr, de repente, porque sim, sem que pense muito nelas... Normalmente vejo-me nas situações sem que elas se vejam em mim... ou vemo-nos umas nas outras e depois tudo é cinza.
"Se queres chegar depressa anda devagar"... este conselho foi-me dado vezes sem conta nos últimos anos. Só agora começo a pensar que o entendo.
Ando a começar a viver devagar... num limite entre o começar a correr. Mas já reduzi a velocidade... e é bom... tem sido bom.
Um dia depois do outro, mesmo que por vezes me ultrpasse(m).
"Devagar se vai ao longe", não é o que se diz?
16.1.12
Tempo
Gasto tempo que não tenho.
Não perco tempo... gasto-o. Sinto que não é meu, que tudo é emprestado e que tento sempre adquirir mais e mais... "Somos passageiros aqui".
Oiço isto há muito tempo e de facto, cabe-nos viver cada dia, momento... não sabemos nada, controlamos muito pouco.
Aprendi que fica o que é sentido, o que emociona. A marca é só essa... tudo deveria deixar impresso, tatutado... pouco deixa.
Falha minha? Talvez... agulhas nunca foram algo de que gostasse.
Permitir a vida? A Vida? Sim... todos os dias um bocadinho mais.
O tempo não é meu, mas o que faço com ele é propriedade minha. Basta-me isso.
Boa noite!
Não perco tempo... gasto-o. Sinto que não é meu, que tudo é emprestado e que tento sempre adquirir mais e mais... "Somos passageiros aqui".
Oiço isto há muito tempo e de facto, cabe-nos viver cada dia, momento... não sabemos nada, controlamos muito pouco.
Aprendi que fica o que é sentido, o que emociona. A marca é só essa... tudo deveria deixar impresso, tatutado... pouco deixa.
Falha minha? Talvez... agulhas nunca foram algo de que gostasse.
Permitir a vida? A Vida? Sim... todos os dias um bocadinho mais.
O tempo não é meu, mas o que faço com ele é propriedade minha. Basta-me isso.
Boa noite!
9.1.12
Gosto que me caiam cá em casa em tempos próprios, só porque sim...
Gosto que se nos acabem os dias com conversas cheias de nós.
Não gosto que o tempo nos separe, mesmo que seja aqui ao lado...
Gosto do nosso clube secreto. Das piadas que ninguém entende...
Gosto que fiquemos assim sós... suspensos...
Não gosto que que opinem sobre a minha vida... mas gosto quando são vocês a fazê-lo...
Gosto tanto e tanto de vocês!
Gosto que se nos acabem os dias com conversas cheias de nós.
Não gosto que o tempo nos separe, mesmo que seja aqui ao lado...
Gosto do nosso clube secreto. Das piadas que ninguém entende...
Gosto que fiquemos assim sós... suspensos...
Não gosto que que opinem sobre a minha vida... mas gosto quando são vocês a fazê-lo...
Gosto tanto e tanto de vocês!
4.1.12
Facto da vida
Seria expectável que sendo eu "forçada" a acordar todos os dias com despertador, esse processo se tornasse menos doloroso. Pois não... Era isto! Obrigada pelo desabafo e até logo.
31.12.11
28.12.11
Tempos raros
São sempre tempos raros.
São momentos roubados ao tempo!
A Nana vem uma vez por ano nos mais de dez anos que existe na minha vida.
São raras as vezes em que conseguimos tê-la aqui mais do que duas semanas, sempre ocupadas e cheias.
O jantar de anos é obrigatório. É a ponte para o Natal, é o início das minhas festividades.
Os tempos em jantares, com todos os amigos não dão para nós... para conversas contidas que as cartas (sim, as cartas porque nos escrevemos de facto), não bastam.
Por isso ontem, recebê-la já tarde em casa, para um chá, foi recuperar parte do que temos e que se constrói a cada ano. Os tempos mágicos vividos e o que virá, enchem um mundo de tópicos possíveis.
Precisava do desabafo, da partilha, de nos sentir "nós" outra vez.
E ela é o que sempre foi, sempre presente apesar de morar do outro lado do mundo.
Tenho um orgulho desmedido dela e do que sempre me dá em optimismo e força.
E tenho saudades dela todos os dias quando não está.
Tempos raros com sabor agri-doce...
São momentos roubados ao tempo!
A Nana vem uma vez por ano nos mais de dez anos que existe na minha vida.
São raras as vezes em que conseguimos tê-la aqui mais do que duas semanas, sempre ocupadas e cheias.
O jantar de anos é obrigatório. É a ponte para o Natal, é o início das minhas festividades.
Os tempos em jantares, com todos os amigos não dão para nós... para conversas contidas que as cartas (sim, as cartas porque nos escrevemos de facto), não bastam.
Por isso ontem, recebê-la já tarde em casa, para um chá, foi recuperar parte do que temos e que se constrói a cada ano. Os tempos mágicos vividos e o que virá, enchem um mundo de tópicos possíveis.
Precisava do desabafo, da partilha, de nos sentir "nós" outra vez.
E ela é o que sempre foi, sempre presente apesar de morar do outro lado do mundo.
Tenho um orgulho desmedido dela e do que sempre me dá em optimismo e força.
E tenho saudades dela todos os dias quando não está.
Tempos raros com sabor agri-doce...
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