17.4.14
GGM
Deve haver pouco da obra que não li... Quando se tem este grau de entendimento da vida, tornamo-nos eternos.
Vai o homem e fica a obra. Vá descansar... como é que era aquilo que dizia: "Nadie te puede tirar los bailes que has bailado"?
16.4.14
Desabafo
Acabei de escrever um post tão agressivo que até eu me senti incomodada quando o reli para publicar.
Assim sendo guardei-o para um dia em que esteja tão saturada de pessoas com perturbações emocionais que perca o filtro e o publique.
Era isto! Obrigada e boa noite!
Assim sendo guardei-o para um dia em que esteja tão saturada de pessoas com perturbações emocionais que perca o filtro e o publique.
Era isto! Obrigada e boa noite!
31.3.14
1 ano de Principezinho!
Lembro-me que há um ano fui acordada com uma foto da mãe no elevador da Cruz Vermelha, com um imenso sorriso de felicidade porque ías chegar.
Também me lembro de me fazer à estrada debaixo de um temporal incrivel em que tudo voava. Nem o facto de ser Domingo de Páscoa dava tréguas à chuva, ao vento e ao frio.
Quando cheguei estava um total silêncio no piso vazio. Invadi o corredor dos quartos e vi o pai a sair de uma porta e logo de imediato ouvi-te chorar! Comovi-me de imediato, mais ainda quando a mãe saiu da sala de partos e me encontrou no corredor...
Sabes F, não há uma alegria maior do que saber que nasceste filho de duas das pessoas mais extraordinárias que conheço. Só por isso já foi um dos dias mais felizes da minha vida.
Foi um ano cheio... mas foi especialmente cheio de alegrias tuas... da forma como punhas os braços para cima quando adormecias, dos teus primeiros sorrisos, dos teus primeiros sons... da descoberta das mãos e dos pés, da primeira sopa, da primeira ida à praia... das bolachas, dos choros, do génio que se nota.. dos primeiros tombos, do gatinhar/arrastar...o teu baptizado, ter verbalizado a promessa de ser sempre parte da tua vida...
Querido F., PARABÉNS! Que sejam todos os anos repletos de descoberta e de crescimento, com a certeza de que a Tia Mikitas estará sempre de mão dada contigo a crescer e a descobrir!
Também me lembro de me fazer à estrada debaixo de um temporal incrivel em que tudo voava. Nem o facto de ser Domingo de Páscoa dava tréguas à chuva, ao vento e ao frio.
Quando cheguei estava um total silêncio no piso vazio. Invadi o corredor dos quartos e vi o pai a sair de uma porta e logo de imediato ouvi-te chorar! Comovi-me de imediato, mais ainda quando a mãe saiu da sala de partos e me encontrou no corredor...
Sabes F, não há uma alegria maior do que saber que nasceste filho de duas das pessoas mais extraordinárias que conheço. Só por isso já foi um dos dias mais felizes da minha vida.
Foi um ano cheio... mas foi especialmente cheio de alegrias tuas... da forma como punhas os braços para cima quando adormecias, dos teus primeiros sorrisos, dos teus primeiros sons... da descoberta das mãos e dos pés, da primeira sopa, da primeira ida à praia... das bolachas, dos choros, do génio que se nota.. dos primeiros tombos, do gatinhar/arrastar...o teu baptizado, ter verbalizado a promessa de ser sempre parte da tua vida...
Querido F., PARABÉNS! Que sejam todos os anos repletos de descoberta e de crescimento, com a certeza de que a Tia Mikitas estará sempre de mão dada contigo a crescer e a descobrir!
30.3.14
"Obrigação" - Da Sabedoria do Palma!
"Sim, meu amor, está bem meu amor
eu sei que tu tens razão
- dizia-te eu, às vezes, para acabar
com a discussão...
eu sei que tu tens razão
- dizia-te eu, às vezes, para acabar
com a discussão...
E lá íamos vivendo,
entre dois copos e um bom colchão,
um futuro à nossa frente
e muito amor para mostrar a toda a gente.
entre dois copos e um bom colchão,
um futuro à nossa frente
e muito amor para mostrar a toda a gente.
Como era bem vivermos a dois
sem nos darmos mal
(uma canção estrangeira e um filme antigo
no telejornal),
e uma noite tu disseste:
já dei p´ra ti meu... vou arrancar!
E lá fiquei eu, sozinho,
a conversar com os meus botões e a tentar
descobrir a causa
que nos levou a tal situação...
Já achei uma ideia que é bem capaz
de ser a solução:
Acho que nós passamos muito tempo
a misturar tripas com coração
e a verdade é bem diferente.
Para haver amor não pode haver o-briga-ção." - Todo um tema a ser desenvolvido um destes dias...sem nos darmos mal
(uma canção estrangeira e um filme antigo
no telejornal),
e uma noite tu disseste:
já dei p´ra ti meu... vou arrancar!
E lá fiquei eu, sozinho,
a conversar com os meus botões e a tentar
descobrir a causa
que nos levou a tal situação...
Já achei uma ideia que é bem capaz
de ser a solução:
Acho que nós passamos muito tempo
a misturar tripas com coração
e a verdade é bem diferente.
26.3.14
1 mês de Madrid...
E já tenho rebentos!
Só de pensar que há um mês aterrei em Barajas e que entretanto comecei a trabalhar, arranjei casa, internet (oh maravilha do séc XXI), plantei agrião e salsa e que o gato chegou do Qatar...
Que há dois meses estava outra vez a caminho do Qatar depois de uns dias em Lisboa e que fui só fazer malas para vir para aqui e o A. para o Dubai...
Que há três meses celebrei o Natal no Qatar com o A. e o gato... se me puser a repassar o último ano desta minha vida... cabe lá dentro uma vida inteira!
23.3.14
A vida tem uma forma engraçada de dar tempos às coisas.
Notei que de há uns tempos para cá, o tempo (perdoar a redondância) tem tido muita importância. Não é o tempo que me dita as regras, mas os objectivos que traço que esperam o tempo certo para acontecer.
"O Universo conspira a nosso favor". True! É só deixar acontecer. Penso que finalmente entendi que a Paciência não é andar devagar "com a Paciência chegamos mais rapidamente"...
Tenho um agradecimento imenso para fazer e uma data certa para o verbalizar.
Agora é Primavera, é a Quaresma... é tempo de renascimento. E o tempo, esse, é no tempo certo!
10.3.14
Mudanças...
Dizem que é do signo (Touro) que odeia mudar seja o que for. Admito que sim.
Sempre me foi muito difícil, penoso até, mudar fosse o que fosse. Mudar de escola era uma angústia, mudar de ambiente também. Sempre me senti segura com rotinas, como as crianças pequenas. Saber que tinha sempre um sítio certo para chegar, a minha cama para dormir, a minha roupa nos armários... os meus livros, os meus cd's, as minhas fotografias.
Gosto de ter os meus sítios para ir e saber que estão lá à minha espera.
Lembro-me que quando decidi fazer Erasmus a família ficou entusiasmada por eu ir, mas não disfarçaram muito o receio pela decisão. Acho que se perguntaram: "Será que se aguenta?".
De facto, foi por pouco. Lembro-me que os primeiros dias foram terríveis. Pensei tantas vezes: "Estava tão bem em casa, o que é que eu vim fazer??".
Um dia, numa crise de choro em que pensei em fazer malas e voltar para casa, decidi dar tempo a mim mesma. Marquei um mês no calendário. Se passado aquele mês me continuasse a sentir insegura e infeliz, voltava para Lisboa e estava tudo bem.
Como não tinha nada a perder, permiti-me começar a viver. Ao fim do prazo já estava integrada. Já tinha rotinas, amigos, casa, quarto, um espaço meu, de cabeça principalmente...
Apesar de tudo o que já vivi desde aí, o que é facto é que as mudanças ainda me causam angústia, stress... acho que tenho um ritmo próprio de adaptação. Demoro... mas aprendi a respeitar-me nesses tempos. A conhecer que fico mais susceptível, mais perdida, mas que passa...
Nestes últimos cinco meses mudei-me para o Qatar e agora para Madrid... Ainda não me sinto parte de lugar nenhum.
O bom da experiência é que sei que não tarda esta cidade passa a ser minha!
Sempre me foi muito difícil, penoso até, mudar fosse o que fosse. Mudar de escola era uma angústia, mudar de ambiente também. Sempre me senti segura com rotinas, como as crianças pequenas. Saber que tinha sempre um sítio certo para chegar, a minha cama para dormir, a minha roupa nos armários... os meus livros, os meus cd's, as minhas fotografias.
Gosto de ter os meus sítios para ir e saber que estão lá à minha espera.
Lembro-me que quando decidi fazer Erasmus a família ficou entusiasmada por eu ir, mas não disfarçaram muito o receio pela decisão. Acho que se perguntaram: "Será que se aguenta?".
De facto, foi por pouco. Lembro-me que os primeiros dias foram terríveis. Pensei tantas vezes: "Estava tão bem em casa, o que é que eu vim fazer??".
Um dia, numa crise de choro em que pensei em fazer malas e voltar para casa, decidi dar tempo a mim mesma. Marquei um mês no calendário. Se passado aquele mês me continuasse a sentir insegura e infeliz, voltava para Lisboa e estava tudo bem.
Como não tinha nada a perder, permiti-me começar a viver. Ao fim do prazo já estava integrada. Já tinha rotinas, amigos, casa, quarto, um espaço meu, de cabeça principalmente...
Apesar de tudo o que já vivi desde aí, o que é facto é que as mudanças ainda me causam angústia, stress... acho que tenho um ritmo próprio de adaptação. Demoro... mas aprendi a respeitar-me nesses tempos. A conhecer que fico mais susceptível, mais perdida, mas que passa...
Nestes últimos cinco meses mudei-me para o Qatar e agora para Madrid... Ainda não me sinto parte de lugar nenhum.
O bom da experiência é que sei que não tarda esta cidade passa a ser minha!
9.3.14
"Sim's" da vida!
Ao fim destes anos todos (15, será?) em que me habituei sempre a que fossem a F e o P, mesmo quando por alguma circunstância e por momentos o deixavam de ser, parei de tentar dar forma ao que eram.
Estavam e existiam. Algumas vezes em tempos diferentes, mas eram.
Dizia-me ela há umas semanas que era o momento, que era o tempo e que o sentia como certo. Então arriscou, pensou, preparou, depois de ter decidido na cabeça dela que sim.
No dia 07/03 pediu o P. em casamento numa manifestação de coragem de dar um passo tão sério.
E mais uma vez o orgulho aumentou!
Venha o dia, venham mais "sim's" e que a vida siga no caminho certo!
4.3.14
3.3.14
14.2.14
Qatar I
O Qatar nunca existiu no meu Universo. Para ser franca, sabia que fazia fronteira com a Arábia Saudita e que era uma península banhada pelo Golfo Pérsico.
Quando o A. começou a falar do país aprofundei o pouco que sabia, ou seja, google e fiquei com mais alguns elementos.
O que é facto é que nós europeus (e eu sou tão e cada vez mais europeia), nunca estaremos verdadeiramente informados ou preparados para viver num país do Médio Oriente.
É tudo diferente... por muito que o A. me tivesse dado imensas ideias, exemplos do que era, só quando aqui cheguei e comecei a viver este mundo, é que as diferenças se tornaram palpáveis, reais...
O Qatar tem um Emir. Todos os outros orgãos administrativos não existem ou são "formalmente" ocupados pelo resto da família. O engraçado é que há ministérios para tudo, até para a agricultura que aqui há, num cultivo do tamanho do estádio da Luz, vá. Mas o Ministério é enorme, com imensos andares... Os qataris são muito poucos em número cerca de 350.000. Esses são riquíssimos por causa do gás natural. Tudo o resto são emigrantes qualificados com um nível de vida médio e os pobres (paquistaneses, filipinos, egípcios,...) que têm alguns poucos negócios e são geralmente os funcionários dos restaurantes, cafés, etc... São também os operários da construção desenfreada que há aqui.
Não há legislação laboral. Aqui as obras são contínuas (24h sob 24h). Fazem turnos de 12h seguidas, vivem em contentores nos limites da cidade de Doha, todos juntos e ao molho e têm meia folga por semana.
Também não há lei do ruído como em qualquer país civilizado, por isso se por azar vivermos ao lado de um prédio em construção, não dormimos e pronto. A polícia não pode fazer nada e o dono da obra não a vai parar.
É das primeiras coisas que notamos em Doha... a imensa construção... Completos elefantes brancos, já que não há população em número que habite ou utilize para escritórios esses edifícios.
O trânsito é um caos. Dizem que é igual em todo o Médio Oriente, Norte de África, Indía... Mas nunca tinha visto nada assim. Buzinam sempre por nada e por coisa nenhuma. Atiram-se sem piscas, sinais, alertas... saiem dos parques de estacionamento quando querem, não páram nas rotundas... Quase todos têm carros enormes, jipes, carrinhas... sobem passeios porque querem virar à direita, sobem só porque sim.
Como as auto-estradas aqui atravessam o deserto, quem tem jipes evita o trânsito a conduzir pela berma... Conduzem com o Iphone numa mão e o BB na outra...
Não ando tapada ao contrário do que todos perguntam. Não ando de mini-saias, mini-calções e não uso decotes. Quem me conhece sabe que em Lisboa também não uso, por isso não tive uma adaptação radical.
Alguns cuidados com os ombros, sempre tapados, com lenços ou casacos. Não há propriamente problema em andar "destapada" na rua, mas se os ombros estiverem destapados, houver decotes ou vestidos curtos e justos, os homens olham. E olham muito e à descarada. Mesmo que o A. esteja ao pé de mim, eles não se páram de olhar. É uma sensação desconfortável que prentendo evitar sempre.
As mulheres andam normalmente tapadas. Depende do marido ou do pai se podem andar com a cara à mostra ou não. Normalmente essa obrigação surge com a mudança de idade, mas já vi meninas pequenas tapadas, por isso não há regra.
Parecem todas iguais, umas ninjas. No entanto, começamos a perceber que os panos são de melhor ou pior qualidade, que alguns têm alguns relevos nas extremidades, alguns poucos brilhantes, enfim... Também dá para perceber quando se sentam que usam sapatos Prada, MB, etc... enchem tudo o que seja loja de lingerie e é vê-las com os modelitos mais inacreditáveis nas mãos.
Os homens também parecem andar sempre de igual, mas depois reparamos nas diferenças dos panos, das cores... já distinguimos se são omanitas, iranianos,... o A. distingue-os muito bem, eu ainda estou a aprender.
O Qatar é a cidade de Doha. O país já de si é mínimo, cerca de 11.000 Km2. Até meados do séc XX as únicas fontes de sobrevivência do país eram as pérolas e alguma pesca. Foi um pretetorado britânico até 1971, altura em que se tornou independente e em que começou a viver do petróleo e do gás natural.
Não lhes falta dinheiro e chega a ser imoral os montantes gastos nas coisas mais inacreditáveis que são usadas um ano ou alguns meses e depois abandonadas. Perto de casa há um stand de "Bentleys" abandonado, com os carros lá dentro a ganharem pó...
Aqui interessa sobretudo o "status". Os melhores carros, as melhores roupas... quando os rapazes atingem determinada idade é-lhes oferecido um falcão. Há um souq só de falcões. Alguns caríssimos, de milhares de euros.
Já vi miúdos que aparentavam menos de 18 anos a conduzir Porshes e coisas que tais... Claro que sem o mínimo de treino ou minimamente civilizados.
Outro dos problemas deste país é que apesar do dinheiro não há investimento em nada. Investem alguma coisa em desporto. Aliás, gastam muitos milhares em desporto mas que na verdade, em termos de provas como o ATP, ciclismo, etc... não têm a menor relevância para os atletas, que usam os torneios aqui como treino para provas de facto importantes.
Não há investimento cultural. Com excepção do Museu de Arte Islâmica (lindíssimo e do qual falarei num outro post), não há mais nada para fazer.
Nota-se a preocupação com a família. É uma estrutura importante. Vão juntos para os parques e às compras. Claro que os ricos têm uma ou mais filipinas que tomam conta das crianças, mas é curioso ver que os homens, pais, apesar de normalmente andarem à frente das mulheres, pegam nas crianças e brincam com elas. Empurram carrinhos de bebé e dão-lhes atenção.
No entanto, nunca vi crianças mais mal educadas do que aqui. Não há ninguém que lhe pare as birras. Não há ninguém que lhes diga que não podem berrar. Claro que há miúdos birrentos em todas as partes do mundo, mas nunca vi pais/educadores tão pouco interessados na educação das crianças.
Há mesquitas por todo o lado... em Centros Comerciais e em Estações de Serviço. Rezam imenso... Se estivermos no supermercado na exacta hora da reza, começamos a ouvir o corão. O mesmo na televisão: a emissão pára, começam a aparecer imagens de mesquitas e ouvimos o corão.
Não há carne de porco ou derivados e não há álcool para venda em lugar nenhum. Claro que se tivermos autorização de residência ou formos nacionais podemos comprar numa espécie de Makro de álcool que há na cidade.
O que é triste é a hipocrisia destas pessoas, que são as primeiras a vestir-se normalmente quando vão para a Europa. É vê-los a beber álcool no avião e as senhoras a tirar os panos e subitamente ficarem mulheres "normais"...
Agradeço verdadeiramente todos os dias ter nascido onde nasci. Poder manifestar-me, existir, ser, criticar, adoptar padrões de vida e de conduta. Poder escolher não viver numa hipocrisia.
Vou parar por aqui... começa a ficar chato e só com aspectos negativos. Vou preparar outro post com aquilo que é engraçado e diferente.
8.2.14
"Take the leap"
Há sensivelmente um ano a minha vida começou a mudar.
Há sensivelmente um ano atrás eu estava cansada, fechada, farta... como qualquer pessoa que perdeu o ponto de equilibrio e balança de um lado para o outro só para se manter em movimento. Sem direcção e só "porque sim".
Claro que eu não sabia, só vim a descobrir algum tempo mais tarde.
Há sensivelmente um ano atrás eu estava cansada, fechada, farta... como qualquer pessoa que perdeu o ponto de equilibrio e balança de um lado para o outro só para se manter em movimento. Sem direcção e só "porque sim".
Há sensivelmente um ano atrás apareceu o A. O A. não apareceu porque ele já existia, mas nunca me tinha permitido vê-lo. Longe, por FB, skype, Whatssapp,... O Qatar nunca tinha existido na minha geografia a não ser por ele.
E foi assim que após quatro meses de distância, e três em presença, com uma viagem à América do Sul pelo meio, percebemos que vivermos longe não fazia sentido.
Pesados os prós e os contras a vida dele aqui no Qatar (sim, estou aqui a viver e para o mês que vem vou viver para Madrid, mas isso é outra história), decidimos que era mais vantajoso eu vir ter com ele.
O A. voltou em Setembro e passados 4 dias eu avisei na empresa que ía embora porque queria vir ter com ele. A enorme quantidade de trabalho fez com que demorasse dois meses inteiros a despachar os processos que tinha em mãos. Acabei 3 dias antes da data que me tinha comprometido e no dia 18/11 embarquei para Doha.
Se foi um salto no escuro? Não! O amor ilumina os caminhos. E apesar de ser piegas, ser "cliché", é verdade: eu larguei familia, amigos, casa, carro, trabalho por amor e não me arrependo nem um bocadinho.
A vida aqui? Merece outro post!
20.1.14
9
"Descobri que te amo demais
Descobri em você minha paz
Descobri sem querer a vida
Verdade
Pra ganhar seu amor fiz mandinga
Fui a ginga de um bom capoeira
Dei rasteira na sua emoção
Com o seu coração fiz zoeira
Fui a beira de um rio e voltei
Uma ceia com pão, vinho e flor
Uma luz para guiar sua estrada
A entrega perfeita do amor
Verdade!
Descobri que te amo demais
Descobri em você minha paz
Descobri sem querer a vida
Verdade
Como negar essa linda emoção?
Que tanto bem fez pro meu coração?
Pra minha paixão adormecida?
Teu amor meu amor incendeia
Nossa cama parece uma teia
Teu olhar uma luz que clareia
Meu caminho tal qual lua cheia
Eu nem posso pensar te perder
Ai de mim esse amor terminar
Sem você minha felicidade
Morreria de tanto penar
Verdade!"
Descobri em você minha paz
Descobri sem querer a vida
Verdade
Pra ganhar seu amor fiz mandinga
Fui a ginga de um bom capoeira
Dei rasteira na sua emoção
Com o seu coração fiz zoeira
Fui a beira de um rio e voltei
Uma ceia com pão, vinho e flor
Uma luz para guiar sua estrada
A entrega perfeita do amor
Verdade!
Descobri que te amo demais
Descobri em você minha paz
Descobri sem querer a vida
Verdade
Como negar essa linda emoção?
Que tanto bem fez pro meu coração?
Pra minha paixão adormecida?
Teu amor meu amor incendeia
Nossa cama parece uma teia
Teu olhar uma luz que clareia
Meu caminho tal qual lua cheia
Eu nem posso pensar te perder
Ai de mim esse amor terminar
Sem você minha felicidade
Morreria de tanto penar
Verdade!"
17.1.14
Das pausas...
A minha vida mudou.
Não foi uma mudança súbita, mas mudou... eu mudei com ela e com os balanços dela...
Ao princípio foi a falta de tempo para escrever, que é sempre a melhor desculpa. Depois foi a inércia, o querer escrever e não saber por onde começar...
Decidi quebrar o silêncio hoje, sem dar grandes explicações, mas quebrar. Dizer que este blog não está encerrado, que não desisti e principalmente a minha resolução de 2014 - Um dia de cada vez!
(E sim a imagem é pirosa, mas assim de repente era a primeira que tinha e convenhamos, queremos é sorrir!)
7.10.13
D & L
No mesmo dia em que baptizei o Francisco, casou uma das pessoas mais especiais da minha vida.
O D. casou com a L., uma mulher fantástica que eu aprendi a admirar imensamente.
Tenho por regra não ir a casamentos nos quais não acredito. Não vou por ir... não vou porque me convidam porque "fica bem". Ou aquela união me faz todo o sentido, ou então prefiro não testemunhar nada!
Não fui ao casamento do D & L porque estava a assumir um dos papeis mais importantes da minha vida. No entanto, acredito neste casamento desde antes de saber que ele viria por aí...
Acredito na cumplicidade, na amizade, no amor, na ternura que têm um pelo outro... no respeito, na alegria, no tanto que dão juntos a cada um de nós.
Meus queridos... desejar-vos toda a felicidade do Universo é pouco. Tenho absoluta certeza naquilo que são e na vossa vida juntos!
Que o vosso "Dia Mágico" tenha sido só o primeiro dia de todos os dias mágicos que têm pela frente!
Do fundo do coração: Mantenham-se felizes!!!!!!!!!!!!
O D. casou com a L., uma mulher fantástica que eu aprendi a admirar imensamente.
Tenho por regra não ir a casamentos nos quais não acredito. Não vou por ir... não vou porque me convidam porque "fica bem". Ou aquela união me faz todo o sentido, ou então prefiro não testemunhar nada!
Não fui ao casamento do D & L porque estava a assumir um dos papeis mais importantes da minha vida. No entanto, acredito neste casamento desde antes de saber que ele viria por aí...
Acredito na cumplicidade, na amizade, no amor, na ternura que têm um pelo outro... no respeito, na alegria, no tanto que dão juntos a cada um de nós.
Meus queridos... desejar-vos toda a felicidade do Universo é pouco. Tenho absoluta certeza naquilo que são e na vossa vida juntos!
Que o vosso "Dia Mágico" tenha sido só o primeiro dia de todos os dias mágicos que têm pela frente!
Do fundo do coração: Mantenham-se felizes!!!!!!!!!!!!
Madrinha!
No dia 05-10-2013 voltei a ser Madrinha. O meu "Principe'zinho" foi baptizado na igreja de São Pedro em Óbidos.
Pela segunda vez assumi a responsabilidade de um compromisso de vida que prometo honrar.
Desejo ao Francisco que o mundo seja sempre uma aventura, repleto de oportunidades para que viva e aprenda e que o seu crescimento seja sempre feito na alegria de cada passo e de cada descoberta.
Que seja a curiosidade a impulsioná-lo sempre com o desejo de que o que vem seja sempre mais bonito e que isso o faça querer ser melhor a cada momento.
Espero conseguir sempre apoiar a M. e o J. como pais em tempo e palavras. A estar sempre presente em todas as alturas da vida e a não deixar sem resposta nenhuma das perguntas que o Francisco me coloque.
Quero saber compreendê-lo nos seus limites enquanto bebé, criança, adolescente e homem que será.
Que eu seja sempre exemplo da amizade. Que saiba ensinar-lhe
a paciência para deixar a vida acontecer e a fortaleza necessária à sua
independência.
Ajudai-me a mostrar-lhe o respeito a tudo o que existe, a
ensinar-lhe a ver as diferenças e fazê-lo entender que essa é a mais bonita
forma de ver o Mundo.
E principalmente que durante esta caminhada que iniciamos, possamos sempre,
pela mão, crescer juntos.
E porque na véspera do baptizado do Francisco foi dia de São Francisco e fez 32 anos que me baptizei...
"Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna."
(São Francisco de Assis)
17.9.13
11.9.13
11-09-2001 - 11-09-2013
Faz 12 anos hoje que o mundo como o conhecíamos mudou.
Não conheço ninguém que não se lembre exactamente do que estava a fazer neste dia quando se apercebeu dos atentados.
Da ideia primeira de um acidente, depois de uma ameaça, depois de um atentado e depois a tristeza, a revolta, o sofrimento...
Mudou o mundo, a aviação, o viajar. As pessoas passaram a ser ameaças e não pessoas. A ideia é a de que todos são potenciais ameaças e perdeu-se a fé no homem, no ser.
Mortos, feridos, sobreviventes... no fundo a humanidade que restou tem sobrevivido, desde que há 12 anos atrás caíram duas torres em consequência de dois aviões que propositadamente com elas chocaram...
Não conheço ninguém que não se lembre exactamente do que estava a fazer neste dia quando se apercebeu dos atentados.
Da ideia primeira de um acidente, depois de uma ameaça, depois de um atentado e depois a tristeza, a revolta, o sofrimento...
Mudou o mundo, a aviação, o viajar. As pessoas passaram a ser ameaças e não pessoas. A ideia é a de que todos são potenciais ameaças e perdeu-se a fé no homem, no ser.
Mortos, feridos, sobreviventes... no fundo a humanidade que restou tem sobrevivido, desde que há 12 anos atrás caíram duas torres em consequência de dois aviões que propositadamente com elas chocaram...
10.9.13
1.ª classe! (Ups... 1.º ano)
A minha afilhada começou a primeira classe... Ups, o primeiro ano! Além do facto de que estou velha, porque ela nasceu ontem, vá... o mês passado, estou num misto de orgulho e preocupação.
É com a primeira classe (desculpem mas eu cresci com esta terminologia, tem de ir aos bocadinhos) que começamos a crescer. É o marco entre a criança bebé e a criança crescida.
Aprendemos a ler, a escrever, a contar... o mundo passa a ter letras que se juntam e formam palavras. Tudo é escrito... os rótulos dos frascos do chocolate ou as caixas dos cereais.
As legendas dos filmes, os livros, as receitas de cozinha.
Começamos a somar as compras, perceber quanto é a portagem, a fazer trocos...
É a passagem do mundo da fantasia, para a realidade social, para o que existe, para o que é.
Se me enche de alegria sabê-la crescida, dedicada, responsável e fico tão feliz por haver cada vez mais elementos para o pensamento, também me assusta a ideia da perda da pureza, da ingenuidade, da crença no outro...
Mas depois olho para as fotografias dela, fecho os olhos e oiço-a falar e Sei que será sempre a "minha Alice", que saberá sempre ver pelo lado de dentro do espelho!
Parabéns M. do meu coração! Um ano lectivo repleto de descobertas magníficas!
4.9.13
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