Nunca tinha pensado nisso, nem nunca o quis.
Ele também não.
Quando começámos a namorar, surgiu sempre como algo normal e passível de acontecer.
O tempo passou e não quisemos que passasse mais.
Queríamos sim que fosse longe e que fosse uma coisa nossa. Um dia só dos dois. Por variados motivos não conseguimos que fosse longe e marcámos conforme as minhas férias.
11/08. 2ª feira. 11h. Só os dois.
Entretanto, uma semana e meia antes veio o peso na consciência. O privar pais e irmãos de algo que para nós era (é) uma marca fundamental.
Contámos. Se tivéssemos dúvidas relativamente a como seria aceite o nosso casamento, a partir do momento em que partilhámos teríamos imediatamente deixado de as ter.
Aqui cabe um agradecimento... os abraços, os sorrisos, as explosões de felicidade que inundaram as nossas vidas através de telefonemas, msgs, whtassapp, emails, skype... Obrigada pela presença e pelas imensas manifestações de carinho. Tenho a melhor família e os melhores amigos do Mundo.
Foi tão bom ter-vos contado que a festa do ano que vem está prometida. Só mesmo porque sim, porque depois ficámos com pena de não o ter feito e de não termos tempo de a fazer convosco.
Hoje faz um mês. Estamos casados há um mês. Não mudou nada e no entanto mudou tudo.
Obrigada a ti sempre pela viagem. Esta que é nossa e tão fantástica.
11.9.14
31.7.14
13.7.14
M&S; M&J, F&H...
Hoje faz um ano que a M e o S se casaram.
Esta semana fez 3 anos que a M e o J se casaram.
São dois casais que admiro profundamente. Apaixonaram-se e lutaram. Tantas vezes longe um do outro por tanto tempo. Aguentaram sempre.
Havia projecto futuro, crença, presença. Sempre foram cúmplices, amigos, verdadeiros, respeitadores dos limites uns dos outros, dos tempos, das vontades... "O amor é paciente, o amor é benigno..."
Não adivinho o futuro, não sei o que a vida nos prepara, nos reserva... que provas há para superar... Mas se tivesse de apostar, estes dois casamentos têm 100% da minha fé e foi por isso que me marcaram tanto e me emocionaram da forma como me emocionaram.
São a minha prova de que é possível e nem que seja por isso, sou-lhes grata pelo exemplo!
Fui convidada para madrinha de casamento do H quando se casar com a F em Outubro. Conheço-o, aprecio-o, amigo... sei-o correcto de principios e apaixonado pela F. Aprendi também eu a apaixonar-me por ela e é tão facil apaixonarmo-nos por alguém que é transparente e puro.
Venham casamentos assim, que inspirem, que estejam perto para que possa aprender e "imitar".
"O amor é paciente, é benigno, o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconveniente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça mas regozija-se com a verdade. Tudo sofre, tudo espera, tudo suporta"
(Trecho da Carta de São Paulo aos Coríntios)
Esta semana fez 3 anos que a M e o J se casaram.
São dois casais que admiro profundamente. Apaixonaram-se e lutaram. Tantas vezes longe um do outro por tanto tempo. Aguentaram sempre.
Havia projecto futuro, crença, presença. Sempre foram cúmplices, amigos, verdadeiros, respeitadores dos limites uns dos outros, dos tempos, das vontades... "O amor é paciente, o amor é benigno..."
Não adivinho o futuro, não sei o que a vida nos prepara, nos reserva... que provas há para superar... Mas se tivesse de apostar, estes dois casamentos têm 100% da minha fé e foi por isso que me marcaram tanto e me emocionaram da forma como me emocionaram.
São a minha prova de que é possível e nem que seja por isso, sou-lhes grata pelo exemplo!
Fui convidada para madrinha de casamento do H quando se casar com a F em Outubro. Conheço-o, aprecio-o, amigo... sei-o correcto de principios e apaixonado pela F. Aprendi também eu a apaixonar-me por ela e é tão facil apaixonarmo-nos por alguém que é transparente e puro.
Venham casamentos assim, que inspirem, que estejam perto para que possa aprender e "imitar".
"O amor é paciente, é benigno, o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconveniente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça mas regozija-se com a verdade. Tudo sofre, tudo espera, tudo suporta"
(Trecho da Carta de São Paulo aos Coríntios)
25.6.14
"É mais fácil os peixes começarem a comer das árvores"
Lembro-me de uma frase que me repetias vezes sem conta e que mexeu com a minha cabeça de menina sonhadora: "Ninguém muda ninguém". Disseste-a tantas vezes que ficou gravada cá dentro e a vida veio provar-me que tinhas razão.
Penso que é característica do ser-humano tentar moldar o outro a si mesmo. Convenhamos que é mais fácil existirmos perto de pessoas que são parecidas connosco. Que pensam e agem de acordo com aquilo que nós consideramos padrão. Eu era muito assim e agora estou menos assim.
Acredito que as pessoas mudam. Acredito que se alguém se analisar e analisar a sua vida, pode escolher mudar quando reconhece que é mais feliz sendo de outra maneira.
As nossas "não virtudes" são tramadas, especialmente quando não as reconhecemos. Falhamos muito. Eu ainda falho muito.
Às vezes é preciso falhar várias vezes e acabar por magoar alguém para descobrir o caminho certo. Da mesma maneira que é preciso aprender que a 2ª e 3ªs mudanças só se conseguem pôr depois da primeira, e que não vale a pena ir em 5ª se o caminho é de terra batida e aos saltos.
É por isso que não acredito em mudanças de comportamentos, de pensamentos, de condutas de um dia para o outro, de uma semana para outra, de um mês para o outro. Não acredito que alguém mude por medo de perder, por chantagem, por pressão, aquele "tem de ser assim, se não for assim...", mesmo que tudo em processo inconsciente...Não acredito que alguém que mente deixe de mentir só porque foi apanhado. Não acredito que alguém que trai deixe de trair só porque foi descoberto. Não acredito que alguém que diga palavrões deixe de os dizer só porque lhe disseram que era feio, etc...
Mas ao contrário de ti que dizes "é mais fácill os peixes começarem a comer das árvores", acredito que se alguém reconhece que a honestidade é a melhor forma de construir relações e que a fidelidade é o principio base de qualquer uma delas, essa mudança pode ir acontecendo, mas por auto-conhecimento ou por (re) conhecimento e isso demora e demorará...
(Acho que apesar de tudo tenho mais fé no ser-humano do que tu, hein?)
21.6.14
Viva El Rey
Ora bem... O Juan abdicou e passou a Espanha ao filho homem (único e mais novo)...
A chatice toda desta história é eu ser uma republicana convicta e achar isto tudo um enorme disparate.
Entendo a parte do ser bonito, porque todos nós crescemos com as histórias das Rainhas e das Princesas (as meninas especialmente). Percebo a parte do glamour e convenhamos que é muito mais bonito ter este par do que ter um Cavaco e uma Maria.
Mas continuo da opinião de que a monarquia é um sistema retrógado e que se o Filipe queria mesmo reinar com legitimidade e que se estão tão confiantes em como os espanhóis querem uma monarquia, não lhes fazia nada mal terem arranjado um referendo.
A questão é que não há nenhuma monarquia da história que tenha acabado sem ser por revolução... e isto seria novo e a Constituição diz que é uma monarquia... Mas as coisas alteram-se, ou não?
Podemos como diz uma colega aqui do escritório, aceitar que é só um diplomata, sem grandes poderes, (o que até é verdade) e ir levando a vida... o que mexe com o meu sistema nervoso é que mais ninguém em Espanha pode ter esse papel, por mais competente que seja. Ninguém, mesmo que queira muito pode ser Rei!
A mim revolta-me e não sou espanhola nem casada com o Rei... a Leti cheira-me que é tão ou mais republicana que eu e vai ser rainha que se l$#"... (As princesas é que são adoráveis!!)
19.6.14
28.5.14
Da marca
Nestas últimas três semanas entre trabalho, viagens, fusos horários diferentes, estrada, ar...
Nestas últimas três semanas não mudou nada e no entanto... o meu mundo nunca mais será o mesmo!
13.5.14
33! Obrigada!
Não há sentimento melhor do que o agradecimento! Acho que gosto tanto de fazer anos porque passo esse dia a agradecer.
Agradecer-vos portanto a todos e a cada um... agradecer aos senhores que todos os dias limpam as ruas, ao Sr. que repõe o café na máquina, às senhoras que limpam o escritório e a minha secretária... obrigada aos meus colegas de escola, de faculdade, de trabalho que me ensinaram a ser em equipa, de todas as vezes em que me dedico a projectos.
Obrigada ao Sr. da frutaria em frente de casa que me faz sinais com a cabeça quando pego em fruta que não está fresca, a quem se cruza comigo na rua e me oferece um sorriso e mesmo aos que não o fazem por estarem tão absorvidos no seu mundo porque me "obrigam" a mim a sorrir.
Obrigada a todos com quem tenha sido menos justa, menos simpática, menos atenta... a quem não tratei como mereciam ou com quem não fui tão boa quanto esperavam, mas que ainda assim não saiem da minha vida.
Obrigada a quem me concede o benefício da dúvida, obrigada a quem me dá o exemplo de trabalho com brio, com honestidade, com vontade e paixão e não se entrega à "crise", ao comodismo e à tristeza generalizada.
Obrigada às pessoas prestáveis. Obrigada às que não são e que com isso me fazem ser. Obrigada aos que ajudam quem precisa e quem não precisa. Obrigada pelo exemplo daqueles que são sempre úteis.
Obrigada sempre, todos os dias às pessoas da minha vida a quem devo tanto do que sou: boa, menos boa... mas sempre eu.
Agradeço sempre à minha Vida e ao facto de todos os dias (mesmo naqueles em que duvido) ser tão extraordinária!
Viver é a minha aventura!
Agradecer-vos portanto a todos e a cada um... agradecer aos senhores que todos os dias limpam as ruas, ao Sr. que repõe o café na máquina, às senhoras que limpam o escritório e a minha secretária... obrigada aos meus colegas de escola, de faculdade, de trabalho que me ensinaram a ser em equipa, de todas as vezes em que me dedico a projectos.
Obrigada ao Sr. da frutaria em frente de casa que me faz sinais com a cabeça quando pego em fruta que não está fresca, a quem se cruza comigo na rua e me oferece um sorriso e mesmo aos que não o fazem por estarem tão absorvidos no seu mundo porque me "obrigam" a mim a sorrir.
Obrigada a todos com quem tenha sido menos justa, menos simpática, menos atenta... a quem não tratei como mereciam ou com quem não fui tão boa quanto esperavam, mas que ainda assim não saiem da minha vida.
Obrigada a quem me concede o benefício da dúvida, obrigada a quem me dá o exemplo de trabalho com brio, com honestidade, com vontade e paixão e não se entrega à "crise", ao comodismo e à tristeza generalizada.
Obrigada às pessoas prestáveis. Obrigada às que não são e que com isso me fazem ser. Obrigada aos que ajudam quem precisa e quem não precisa. Obrigada pelo exemplo daqueles que são sempre úteis.
Obrigada sempre, todos os dias às pessoas da minha vida a quem devo tanto do que sou: boa, menos boa... mas sempre eu.
Agradeço sempre à minha Vida e ao facto de todos os dias (mesmo naqueles em que duvido) ser tão extraordinária!
Viver é a minha aventura!
25.4.14
25/4
"O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo "
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo "
Sophia de Mello Breyner
22.4.14
19.4.14
I
"E ela imaginou com sede a água clara e fria em roda dos seus ombros, e imaginou a relva onde se deitariam os dois, lado a lado, à sombra das folhagens e dos frutos. Ali parariam. Ali haveria tempo para poisarem os olhos nas coisas. Ali poderiam respirar devagar o perfume das roseiras. Ali tudo seria demora e presença. Ali haveria silêncio para escutar o murmúrio claro do rio. Silêncio para dizer as graves e puras palavras pesadas de paz e de alegria. Ali nada faltaria: o desejo seria estar ali."
(Sophia de Mello Breyner Andersen)
I
O melhor de todos.
(Sophia de Mello Breyner Andersen)
I
O melhor de todos.
17.4.14
GGM
Deve haver pouco da obra que não li... Quando se tem este grau de entendimento da vida, tornamo-nos eternos.
Vai o homem e fica a obra. Vá descansar... como é que era aquilo que dizia: "Nadie te puede tirar los bailes que has bailado"?
16.4.14
Desabafo
Acabei de escrever um post tão agressivo que até eu me senti incomodada quando o reli para publicar.
Assim sendo guardei-o para um dia em que esteja tão saturada de pessoas com perturbações emocionais que perca o filtro e o publique.
Era isto! Obrigada e boa noite!
Assim sendo guardei-o para um dia em que esteja tão saturada de pessoas com perturbações emocionais que perca o filtro e o publique.
Era isto! Obrigada e boa noite!
31.3.14
1 ano de Principezinho!
Lembro-me que há um ano fui acordada com uma foto da mãe no elevador da Cruz Vermelha, com um imenso sorriso de felicidade porque ías chegar.
Também me lembro de me fazer à estrada debaixo de um temporal incrivel em que tudo voava. Nem o facto de ser Domingo de Páscoa dava tréguas à chuva, ao vento e ao frio.
Quando cheguei estava um total silêncio no piso vazio. Invadi o corredor dos quartos e vi o pai a sair de uma porta e logo de imediato ouvi-te chorar! Comovi-me de imediato, mais ainda quando a mãe saiu da sala de partos e me encontrou no corredor...
Sabes F, não há uma alegria maior do que saber que nasceste filho de duas das pessoas mais extraordinárias que conheço. Só por isso já foi um dos dias mais felizes da minha vida.
Foi um ano cheio... mas foi especialmente cheio de alegrias tuas... da forma como punhas os braços para cima quando adormecias, dos teus primeiros sorrisos, dos teus primeiros sons... da descoberta das mãos e dos pés, da primeira sopa, da primeira ida à praia... das bolachas, dos choros, do génio que se nota.. dos primeiros tombos, do gatinhar/arrastar...o teu baptizado, ter verbalizado a promessa de ser sempre parte da tua vida...
Querido F., PARABÉNS! Que sejam todos os anos repletos de descoberta e de crescimento, com a certeza de que a Tia Mikitas estará sempre de mão dada contigo a crescer e a descobrir!
Também me lembro de me fazer à estrada debaixo de um temporal incrivel em que tudo voava. Nem o facto de ser Domingo de Páscoa dava tréguas à chuva, ao vento e ao frio.
Quando cheguei estava um total silêncio no piso vazio. Invadi o corredor dos quartos e vi o pai a sair de uma porta e logo de imediato ouvi-te chorar! Comovi-me de imediato, mais ainda quando a mãe saiu da sala de partos e me encontrou no corredor...
Sabes F, não há uma alegria maior do que saber que nasceste filho de duas das pessoas mais extraordinárias que conheço. Só por isso já foi um dos dias mais felizes da minha vida.
Foi um ano cheio... mas foi especialmente cheio de alegrias tuas... da forma como punhas os braços para cima quando adormecias, dos teus primeiros sorrisos, dos teus primeiros sons... da descoberta das mãos e dos pés, da primeira sopa, da primeira ida à praia... das bolachas, dos choros, do génio que se nota.. dos primeiros tombos, do gatinhar/arrastar...o teu baptizado, ter verbalizado a promessa de ser sempre parte da tua vida...
Querido F., PARABÉNS! Que sejam todos os anos repletos de descoberta e de crescimento, com a certeza de que a Tia Mikitas estará sempre de mão dada contigo a crescer e a descobrir!
30.3.14
"Obrigação" - Da Sabedoria do Palma!
"Sim, meu amor, está bem meu amor
eu sei que tu tens razão
- dizia-te eu, às vezes, para acabar
com a discussão...
eu sei que tu tens razão
- dizia-te eu, às vezes, para acabar
com a discussão...
E lá íamos vivendo,
entre dois copos e um bom colchão,
um futuro à nossa frente
e muito amor para mostrar a toda a gente.
entre dois copos e um bom colchão,
um futuro à nossa frente
e muito amor para mostrar a toda a gente.
Como era bem vivermos a dois
sem nos darmos mal
(uma canção estrangeira e um filme antigo
no telejornal),
e uma noite tu disseste:
já dei p´ra ti meu... vou arrancar!
E lá fiquei eu, sozinho,
a conversar com os meus botões e a tentar
descobrir a causa
que nos levou a tal situação...
Já achei uma ideia que é bem capaz
de ser a solução:
Acho que nós passamos muito tempo
a misturar tripas com coração
e a verdade é bem diferente.
Para haver amor não pode haver o-briga-ção." - Todo um tema a ser desenvolvido um destes dias...sem nos darmos mal
(uma canção estrangeira e um filme antigo
no telejornal),
e uma noite tu disseste:
já dei p´ra ti meu... vou arrancar!
E lá fiquei eu, sozinho,
a conversar com os meus botões e a tentar
descobrir a causa
que nos levou a tal situação...
Já achei uma ideia que é bem capaz
de ser a solução:
Acho que nós passamos muito tempo
a misturar tripas com coração
e a verdade é bem diferente.
26.3.14
1 mês de Madrid...
E já tenho rebentos!
Só de pensar que há um mês aterrei em Barajas e que entretanto comecei a trabalhar, arranjei casa, internet (oh maravilha do séc XXI), plantei agrião e salsa e que o gato chegou do Qatar...
Que há dois meses estava outra vez a caminho do Qatar depois de uns dias em Lisboa e que fui só fazer malas para vir para aqui e o A. para o Dubai...
Que há três meses celebrei o Natal no Qatar com o A. e o gato... se me puser a repassar o último ano desta minha vida... cabe lá dentro uma vida inteira!
23.3.14
A vida tem uma forma engraçada de dar tempos às coisas.
Notei que de há uns tempos para cá, o tempo (perdoar a redondância) tem tido muita importância. Não é o tempo que me dita as regras, mas os objectivos que traço que esperam o tempo certo para acontecer.
"O Universo conspira a nosso favor". True! É só deixar acontecer. Penso que finalmente entendi que a Paciência não é andar devagar "com a Paciência chegamos mais rapidamente"...
Tenho um agradecimento imenso para fazer e uma data certa para o verbalizar.
Agora é Primavera, é a Quaresma... é tempo de renascimento. E o tempo, esse, é no tempo certo!
10.3.14
Mudanças...
Dizem que é do signo (Touro) que odeia mudar seja o que for. Admito que sim.
Sempre me foi muito difícil, penoso até, mudar fosse o que fosse. Mudar de escola era uma angústia, mudar de ambiente também. Sempre me senti segura com rotinas, como as crianças pequenas. Saber que tinha sempre um sítio certo para chegar, a minha cama para dormir, a minha roupa nos armários... os meus livros, os meus cd's, as minhas fotografias.
Gosto de ter os meus sítios para ir e saber que estão lá à minha espera.
Lembro-me que quando decidi fazer Erasmus a família ficou entusiasmada por eu ir, mas não disfarçaram muito o receio pela decisão. Acho que se perguntaram: "Será que se aguenta?".
De facto, foi por pouco. Lembro-me que os primeiros dias foram terríveis. Pensei tantas vezes: "Estava tão bem em casa, o que é que eu vim fazer??".
Um dia, numa crise de choro em que pensei em fazer malas e voltar para casa, decidi dar tempo a mim mesma. Marquei um mês no calendário. Se passado aquele mês me continuasse a sentir insegura e infeliz, voltava para Lisboa e estava tudo bem.
Como não tinha nada a perder, permiti-me começar a viver. Ao fim do prazo já estava integrada. Já tinha rotinas, amigos, casa, quarto, um espaço meu, de cabeça principalmente...
Apesar de tudo o que já vivi desde aí, o que é facto é que as mudanças ainda me causam angústia, stress... acho que tenho um ritmo próprio de adaptação. Demoro... mas aprendi a respeitar-me nesses tempos. A conhecer que fico mais susceptível, mais perdida, mas que passa...
Nestes últimos cinco meses mudei-me para o Qatar e agora para Madrid... Ainda não me sinto parte de lugar nenhum.
O bom da experiência é que sei que não tarda esta cidade passa a ser minha!
Sempre me foi muito difícil, penoso até, mudar fosse o que fosse. Mudar de escola era uma angústia, mudar de ambiente também. Sempre me senti segura com rotinas, como as crianças pequenas. Saber que tinha sempre um sítio certo para chegar, a minha cama para dormir, a minha roupa nos armários... os meus livros, os meus cd's, as minhas fotografias.
Gosto de ter os meus sítios para ir e saber que estão lá à minha espera.
Lembro-me que quando decidi fazer Erasmus a família ficou entusiasmada por eu ir, mas não disfarçaram muito o receio pela decisão. Acho que se perguntaram: "Será que se aguenta?".
De facto, foi por pouco. Lembro-me que os primeiros dias foram terríveis. Pensei tantas vezes: "Estava tão bem em casa, o que é que eu vim fazer??".
Um dia, numa crise de choro em que pensei em fazer malas e voltar para casa, decidi dar tempo a mim mesma. Marquei um mês no calendário. Se passado aquele mês me continuasse a sentir insegura e infeliz, voltava para Lisboa e estava tudo bem.
Como não tinha nada a perder, permiti-me começar a viver. Ao fim do prazo já estava integrada. Já tinha rotinas, amigos, casa, quarto, um espaço meu, de cabeça principalmente...
Apesar de tudo o que já vivi desde aí, o que é facto é que as mudanças ainda me causam angústia, stress... acho que tenho um ritmo próprio de adaptação. Demoro... mas aprendi a respeitar-me nesses tempos. A conhecer que fico mais susceptível, mais perdida, mas que passa...
Nestes últimos cinco meses mudei-me para o Qatar e agora para Madrid... Ainda não me sinto parte de lugar nenhum.
O bom da experiência é que sei que não tarda esta cidade passa a ser minha!
9.3.14
"Sim's" da vida!
Ao fim destes anos todos (15, será?) em que me habituei sempre a que fossem a F e o P, mesmo quando por alguma circunstância e por momentos o deixavam de ser, parei de tentar dar forma ao que eram.
Estavam e existiam. Algumas vezes em tempos diferentes, mas eram.
Dizia-me ela há umas semanas que era o momento, que era o tempo e que o sentia como certo. Então arriscou, pensou, preparou, depois de ter decidido na cabeça dela que sim.
No dia 07/03 pediu o P. em casamento numa manifestação de coragem de dar um passo tão sério.
E mais uma vez o orgulho aumentou!
Venha o dia, venham mais "sim's" e que a vida siga no caminho certo!
4.3.14
3.3.14
14.2.14
Qatar I
O Qatar nunca existiu no meu Universo. Para ser franca, sabia que fazia fronteira com a Arábia Saudita e que era uma península banhada pelo Golfo Pérsico.
Quando o A. começou a falar do país aprofundei o pouco que sabia, ou seja, google e fiquei com mais alguns elementos.
O que é facto é que nós europeus (e eu sou tão e cada vez mais europeia), nunca estaremos verdadeiramente informados ou preparados para viver num país do Médio Oriente.
É tudo diferente... por muito que o A. me tivesse dado imensas ideias, exemplos do que era, só quando aqui cheguei e comecei a viver este mundo, é que as diferenças se tornaram palpáveis, reais...
O Qatar tem um Emir. Todos os outros orgãos administrativos não existem ou são "formalmente" ocupados pelo resto da família. O engraçado é que há ministérios para tudo, até para a agricultura que aqui há, num cultivo do tamanho do estádio da Luz, vá. Mas o Ministério é enorme, com imensos andares... Os qataris são muito poucos em número cerca de 350.000. Esses são riquíssimos por causa do gás natural. Tudo o resto são emigrantes qualificados com um nível de vida médio e os pobres (paquistaneses, filipinos, egípcios,...) que têm alguns poucos negócios e são geralmente os funcionários dos restaurantes, cafés, etc... São também os operários da construção desenfreada que há aqui.
Não há legislação laboral. Aqui as obras são contínuas (24h sob 24h). Fazem turnos de 12h seguidas, vivem em contentores nos limites da cidade de Doha, todos juntos e ao molho e têm meia folga por semana.
Também não há lei do ruído como em qualquer país civilizado, por isso se por azar vivermos ao lado de um prédio em construção, não dormimos e pronto. A polícia não pode fazer nada e o dono da obra não a vai parar.
É das primeiras coisas que notamos em Doha... a imensa construção... Completos elefantes brancos, já que não há população em número que habite ou utilize para escritórios esses edifícios.
O trânsito é um caos. Dizem que é igual em todo o Médio Oriente, Norte de África, Indía... Mas nunca tinha visto nada assim. Buzinam sempre por nada e por coisa nenhuma. Atiram-se sem piscas, sinais, alertas... saiem dos parques de estacionamento quando querem, não páram nas rotundas... Quase todos têm carros enormes, jipes, carrinhas... sobem passeios porque querem virar à direita, sobem só porque sim.
Como as auto-estradas aqui atravessam o deserto, quem tem jipes evita o trânsito a conduzir pela berma... Conduzem com o Iphone numa mão e o BB na outra...
Não ando tapada ao contrário do que todos perguntam. Não ando de mini-saias, mini-calções e não uso decotes. Quem me conhece sabe que em Lisboa também não uso, por isso não tive uma adaptação radical.
Alguns cuidados com os ombros, sempre tapados, com lenços ou casacos. Não há propriamente problema em andar "destapada" na rua, mas se os ombros estiverem destapados, houver decotes ou vestidos curtos e justos, os homens olham. E olham muito e à descarada. Mesmo que o A. esteja ao pé de mim, eles não se páram de olhar. É uma sensação desconfortável que prentendo evitar sempre.
As mulheres andam normalmente tapadas. Depende do marido ou do pai se podem andar com a cara à mostra ou não. Normalmente essa obrigação surge com a mudança de idade, mas já vi meninas pequenas tapadas, por isso não há regra.
Parecem todas iguais, umas ninjas. No entanto, começamos a perceber que os panos são de melhor ou pior qualidade, que alguns têm alguns relevos nas extremidades, alguns poucos brilhantes, enfim... Também dá para perceber quando se sentam que usam sapatos Prada, MB, etc... enchem tudo o que seja loja de lingerie e é vê-las com os modelitos mais inacreditáveis nas mãos.
Os homens também parecem andar sempre de igual, mas depois reparamos nas diferenças dos panos, das cores... já distinguimos se são omanitas, iranianos,... o A. distingue-os muito bem, eu ainda estou a aprender.
O Qatar é a cidade de Doha. O país já de si é mínimo, cerca de 11.000 Km2. Até meados do séc XX as únicas fontes de sobrevivência do país eram as pérolas e alguma pesca. Foi um pretetorado britânico até 1971, altura em que se tornou independente e em que começou a viver do petróleo e do gás natural.
Não lhes falta dinheiro e chega a ser imoral os montantes gastos nas coisas mais inacreditáveis que são usadas um ano ou alguns meses e depois abandonadas. Perto de casa há um stand de "Bentleys" abandonado, com os carros lá dentro a ganharem pó...
Aqui interessa sobretudo o "status". Os melhores carros, as melhores roupas... quando os rapazes atingem determinada idade é-lhes oferecido um falcão. Há um souq só de falcões. Alguns caríssimos, de milhares de euros.
Já vi miúdos que aparentavam menos de 18 anos a conduzir Porshes e coisas que tais... Claro que sem o mínimo de treino ou minimamente civilizados.
Outro dos problemas deste país é que apesar do dinheiro não há investimento em nada. Investem alguma coisa em desporto. Aliás, gastam muitos milhares em desporto mas que na verdade, em termos de provas como o ATP, ciclismo, etc... não têm a menor relevância para os atletas, que usam os torneios aqui como treino para provas de facto importantes.
Não há investimento cultural. Com excepção do Museu de Arte Islâmica (lindíssimo e do qual falarei num outro post), não há mais nada para fazer.
Nota-se a preocupação com a família. É uma estrutura importante. Vão juntos para os parques e às compras. Claro que os ricos têm uma ou mais filipinas que tomam conta das crianças, mas é curioso ver que os homens, pais, apesar de normalmente andarem à frente das mulheres, pegam nas crianças e brincam com elas. Empurram carrinhos de bebé e dão-lhes atenção.
No entanto, nunca vi crianças mais mal educadas do que aqui. Não há ninguém que lhe pare as birras. Não há ninguém que lhes diga que não podem berrar. Claro que há miúdos birrentos em todas as partes do mundo, mas nunca vi pais/educadores tão pouco interessados na educação das crianças.
Há mesquitas por todo o lado... em Centros Comerciais e em Estações de Serviço. Rezam imenso... Se estivermos no supermercado na exacta hora da reza, começamos a ouvir o corão. O mesmo na televisão: a emissão pára, começam a aparecer imagens de mesquitas e ouvimos o corão.
Não há carne de porco ou derivados e não há álcool para venda em lugar nenhum. Claro que se tivermos autorização de residência ou formos nacionais podemos comprar numa espécie de Makro de álcool que há na cidade.
O que é triste é a hipocrisia destas pessoas, que são as primeiras a vestir-se normalmente quando vão para a Europa. É vê-los a beber álcool no avião e as senhoras a tirar os panos e subitamente ficarem mulheres "normais"...
Agradeço verdadeiramente todos os dias ter nascido onde nasci. Poder manifestar-me, existir, ser, criticar, adoptar padrões de vida e de conduta. Poder escolher não viver numa hipocrisia.
Vou parar por aqui... começa a ficar chato e só com aspectos negativos. Vou preparar outro post com aquilo que é engraçado e diferente.
8.2.14
"Take the leap"
Há sensivelmente um ano a minha vida começou a mudar.
Há sensivelmente um ano atrás eu estava cansada, fechada, farta... como qualquer pessoa que perdeu o ponto de equilibrio e balança de um lado para o outro só para se manter em movimento. Sem direcção e só "porque sim".
Claro que eu não sabia, só vim a descobrir algum tempo mais tarde.
Há sensivelmente um ano atrás eu estava cansada, fechada, farta... como qualquer pessoa que perdeu o ponto de equilibrio e balança de um lado para o outro só para se manter em movimento. Sem direcção e só "porque sim".
Há sensivelmente um ano atrás apareceu o A. O A. não apareceu porque ele já existia, mas nunca me tinha permitido vê-lo. Longe, por FB, skype, Whatssapp,... O Qatar nunca tinha existido na minha geografia a não ser por ele.
E foi assim que após quatro meses de distância, e três em presença, com uma viagem à América do Sul pelo meio, percebemos que vivermos longe não fazia sentido.
Pesados os prós e os contras a vida dele aqui no Qatar (sim, estou aqui a viver e para o mês que vem vou viver para Madrid, mas isso é outra história), decidimos que era mais vantajoso eu vir ter com ele.
O A. voltou em Setembro e passados 4 dias eu avisei na empresa que ía embora porque queria vir ter com ele. A enorme quantidade de trabalho fez com que demorasse dois meses inteiros a despachar os processos que tinha em mãos. Acabei 3 dias antes da data que me tinha comprometido e no dia 18/11 embarquei para Doha.
Se foi um salto no escuro? Não! O amor ilumina os caminhos. E apesar de ser piegas, ser "cliché", é verdade: eu larguei familia, amigos, casa, carro, trabalho por amor e não me arrependo nem um bocadinho.
A vida aqui? Merece outro post!
20.1.14
9
"Descobri que te amo demais
Descobri em você minha paz
Descobri sem querer a vida
Verdade
Pra ganhar seu amor fiz mandinga
Fui a ginga de um bom capoeira
Dei rasteira na sua emoção
Com o seu coração fiz zoeira
Fui a beira de um rio e voltei
Uma ceia com pão, vinho e flor
Uma luz para guiar sua estrada
A entrega perfeita do amor
Verdade!
Descobri que te amo demais
Descobri em você minha paz
Descobri sem querer a vida
Verdade
Como negar essa linda emoção?
Que tanto bem fez pro meu coração?
Pra minha paixão adormecida?
Teu amor meu amor incendeia
Nossa cama parece uma teia
Teu olhar uma luz que clareia
Meu caminho tal qual lua cheia
Eu nem posso pensar te perder
Ai de mim esse amor terminar
Sem você minha felicidade
Morreria de tanto penar
Verdade!"
Descobri em você minha paz
Descobri sem querer a vida
Verdade
Pra ganhar seu amor fiz mandinga
Fui a ginga de um bom capoeira
Dei rasteira na sua emoção
Com o seu coração fiz zoeira
Fui a beira de um rio e voltei
Uma ceia com pão, vinho e flor
Uma luz para guiar sua estrada
A entrega perfeita do amor
Verdade!
Descobri que te amo demais
Descobri em você minha paz
Descobri sem querer a vida
Verdade
Como negar essa linda emoção?
Que tanto bem fez pro meu coração?
Pra minha paixão adormecida?
Teu amor meu amor incendeia
Nossa cama parece uma teia
Teu olhar uma luz que clareia
Meu caminho tal qual lua cheia
Eu nem posso pensar te perder
Ai de mim esse amor terminar
Sem você minha felicidade
Morreria de tanto penar
Verdade!"
17.1.14
Das pausas...
A minha vida mudou.
Não foi uma mudança súbita, mas mudou... eu mudei com ela e com os balanços dela...
Ao princípio foi a falta de tempo para escrever, que é sempre a melhor desculpa. Depois foi a inércia, o querer escrever e não saber por onde começar...
Decidi quebrar o silêncio hoje, sem dar grandes explicações, mas quebrar. Dizer que este blog não está encerrado, que não desisti e principalmente a minha resolução de 2014 - Um dia de cada vez!
(E sim a imagem é pirosa, mas assim de repente era a primeira que tinha e convenhamos, queremos é sorrir!)
7.10.13
D & L
No mesmo dia em que baptizei o Francisco, casou uma das pessoas mais especiais da minha vida.
O D. casou com a L., uma mulher fantástica que eu aprendi a admirar imensamente.
Tenho por regra não ir a casamentos nos quais não acredito. Não vou por ir... não vou porque me convidam porque "fica bem". Ou aquela união me faz todo o sentido, ou então prefiro não testemunhar nada!
Não fui ao casamento do D & L porque estava a assumir um dos papeis mais importantes da minha vida. No entanto, acredito neste casamento desde antes de saber que ele viria por aí...
Acredito na cumplicidade, na amizade, no amor, na ternura que têm um pelo outro... no respeito, na alegria, no tanto que dão juntos a cada um de nós.
Meus queridos... desejar-vos toda a felicidade do Universo é pouco. Tenho absoluta certeza naquilo que são e na vossa vida juntos!
Que o vosso "Dia Mágico" tenha sido só o primeiro dia de todos os dias mágicos que têm pela frente!
Do fundo do coração: Mantenham-se felizes!!!!!!!!!!!!
O D. casou com a L., uma mulher fantástica que eu aprendi a admirar imensamente.
Tenho por regra não ir a casamentos nos quais não acredito. Não vou por ir... não vou porque me convidam porque "fica bem". Ou aquela união me faz todo o sentido, ou então prefiro não testemunhar nada!
Não fui ao casamento do D & L porque estava a assumir um dos papeis mais importantes da minha vida. No entanto, acredito neste casamento desde antes de saber que ele viria por aí...
Acredito na cumplicidade, na amizade, no amor, na ternura que têm um pelo outro... no respeito, na alegria, no tanto que dão juntos a cada um de nós.
Meus queridos... desejar-vos toda a felicidade do Universo é pouco. Tenho absoluta certeza naquilo que são e na vossa vida juntos!
Que o vosso "Dia Mágico" tenha sido só o primeiro dia de todos os dias mágicos que têm pela frente!
Do fundo do coração: Mantenham-se felizes!!!!!!!!!!!!
Madrinha!
No dia 05-10-2013 voltei a ser Madrinha. O meu "Principe'zinho" foi baptizado na igreja de São Pedro em Óbidos.
Pela segunda vez assumi a responsabilidade de um compromisso de vida que prometo honrar.
Desejo ao Francisco que o mundo seja sempre uma aventura, repleto de oportunidades para que viva e aprenda e que o seu crescimento seja sempre feito na alegria de cada passo e de cada descoberta.
Que seja a curiosidade a impulsioná-lo sempre com o desejo de que o que vem seja sempre mais bonito e que isso o faça querer ser melhor a cada momento.
Espero conseguir sempre apoiar a M. e o J. como pais em tempo e palavras. A estar sempre presente em todas as alturas da vida e a não deixar sem resposta nenhuma das perguntas que o Francisco me coloque.
Quero saber compreendê-lo nos seus limites enquanto bebé, criança, adolescente e homem que será.
Que eu seja sempre exemplo da amizade. Que saiba ensinar-lhe
a paciência para deixar a vida acontecer e a fortaleza necessária à sua
independência.
Ajudai-me a mostrar-lhe o respeito a tudo o que existe, a
ensinar-lhe a ver as diferenças e fazê-lo entender que essa é a mais bonita
forma de ver o Mundo.
E principalmente que durante esta caminhada que iniciamos, possamos sempre,
pela mão, crescer juntos.
E porque na véspera do baptizado do Francisco foi dia de São Francisco e fez 32 anos que me baptizei...
"Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna."
(São Francisco de Assis)
17.9.13
11.9.13
11-09-2001 - 11-09-2013
Faz 12 anos hoje que o mundo como o conhecíamos mudou.
Não conheço ninguém que não se lembre exactamente do que estava a fazer neste dia quando se apercebeu dos atentados.
Da ideia primeira de um acidente, depois de uma ameaça, depois de um atentado e depois a tristeza, a revolta, o sofrimento...
Mudou o mundo, a aviação, o viajar. As pessoas passaram a ser ameaças e não pessoas. A ideia é a de que todos são potenciais ameaças e perdeu-se a fé no homem, no ser.
Mortos, feridos, sobreviventes... no fundo a humanidade que restou tem sobrevivido, desde que há 12 anos atrás caíram duas torres em consequência de dois aviões que propositadamente com elas chocaram...
Não conheço ninguém que não se lembre exactamente do que estava a fazer neste dia quando se apercebeu dos atentados.
Da ideia primeira de um acidente, depois de uma ameaça, depois de um atentado e depois a tristeza, a revolta, o sofrimento...
Mudou o mundo, a aviação, o viajar. As pessoas passaram a ser ameaças e não pessoas. A ideia é a de que todos são potenciais ameaças e perdeu-se a fé no homem, no ser.
Mortos, feridos, sobreviventes... no fundo a humanidade que restou tem sobrevivido, desde que há 12 anos atrás caíram duas torres em consequência de dois aviões que propositadamente com elas chocaram...
10.9.13
1.ª classe! (Ups... 1.º ano)
A minha afilhada começou a primeira classe... Ups, o primeiro ano! Além do facto de que estou velha, porque ela nasceu ontem, vá... o mês passado, estou num misto de orgulho e preocupação.
É com a primeira classe (desculpem mas eu cresci com esta terminologia, tem de ir aos bocadinhos) que começamos a crescer. É o marco entre a criança bebé e a criança crescida.
Aprendemos a ler, a escrever, a contar... o mundo passa a ter letras que se juntam e formam palavras. Tudo é escrito... os rótulos dos frascos do chocolate ou as caixas dos cereais.
As legendas dos filmes, os livros, as receitas de cozinha.
Começamos a somar as compras, perceber quanto é a portagem, a fazer trocos...
É a passagem do mundo da fantasia, para a realidade social, para o que existe, para o que é.
Se me enche de alegria sabê-la crescida, dedicada, responsável e fico tão feliz por haver cada vez mais elementos para o pensamento, também me assusta a ideia da perda da pureza, da ingenuidade, da crença no outro...
Mas depois olho para as fotografias dela, fecho os olhos e oiço-a falar e Sei que será sempre a "minha Alice", que saberá sempre ver pelo lado de dentro do espelho!
Parabéns M. do meu coração! Um ano lectivo repleto de descobertas magníficas!
4.9.13
27.8.13
Dos dias assim...
Tu não sabes, mas tens-me dentro de ti sempre que respiras daquela maneira que é tão tua, tão nossa... Sou de ti nesse espaço leve de ar que me segura contra o mundo e me ajuda a mim a respirar...
2.8.13
Da vida...
We do...
A vida é uma sucessão de encontros tantas e tantas vezes desencontrados e "fora de horas".
As distâncias, o ver uma vez, conhecer de vista... depois abre o espaço para permitir, para deixar entrar e ser... Será que vale a pena sermos?
Vale! Uns com os outros. Deixar as dúvidas e os "será que?". Apostar, ir... "Ganhar ou perder é desporto". Sim... é... no fundo nunca perdemos nada. Ganhamos sempre.
Começamos todos como desconhcidos e a magia está em irmos conhecendo.
Se tem valido a pena? Todos os dias e cada segundo destes dias. Já lá vão quatro meses desde o dia em que explodi com uma muralha de pedras com que andava envolvida e que considerava a minha melhor amiga.
A ausência aqui é isso... Vida! Plenitude! Um dia de cada vez... os melhores dias de sempre em cada momento de cada dia.
Felizes para sempre... Não é assim que acabam todos os contos de fadas?
A vida é uma sucessão de encontros tantas e tantas vezes desencontrados e "fora de horas".
As distâncias, o ver uma vez, conhecer de vista... depois abre o espaço para permitir, para deixar entrar e ser... Será que vale a pena sermos?
Vale! Uns com os outros. Deixar as dúvidas e os "será que?". Apostar, ir... "Ganhar ou perder é desporto". Sim... é... no fundo nunca perdemos nada. Ganhamos sempre.
Começamos todos como desconhcidos e a magia está em irmos conhecendo.
Se tem valido a pena? Todos os dias e cada segundo destes dias. Já lá vão quatro meses desde o dia em que explodi com uma muralha de pedras com que andava envolvida e que considerava a minha melhor amiga.
A ausência aqui é isso... Vida! Plenitude! Um dia de cada vez... os melhores dias de sempre em cada momento de cada dia.
Felizes para sempre... Não é assim que acabam todos os contos de fadas?
5.6.13
29.5.13
Do que é imenso! (a ti que me deste o mundo)
"Em que pensar, agora, senão em ti? Tu, que
me esvaziaste de coisas incertas, e trouxeste a
manhã da minha noite. É verdade que te podia
Dizer " Como é mais fácil deixar que as coisas
não mudem, sermos o que sempre fomos, mudarmos
apenas dentro de nós próprios?" Mas ensinaste-me
a sermos dois; e a ser contigo aquilo que sou,
até sermos um apenas no amor que nos une,
contra a solidão que nos divide. Mas é isto o amor,
ver-te mesmo quando te não vejo, ouvir a tua
voz que abre as fontes de todos os rios, mesmo
ele que mal corria quando por ele passámos,
subindo a margem em que descobri o sentido
de irmos contra o tempo, para ganhar o tempo
que o tempo nos rouba. Como gosto, meu amor,
de chegar antes de ti para te ver chegar: com
a surpresa dos teus cabelos, e o teu rosto de água
fresca que eu bebo, com esta sede que não passa. Tu:
a primavera luminosa da minha expectativa,
a mais certa certeza de que gosto de ti, como
gostas de mim, até ao fim do mundo que me deste."
Nuno Júdice
13.5.13
Recomeço
Esta sempre foi a minha hora preferida do dia... O fim do dia...
Além da beleza inerente e visível, é a hora da mudança, o momento em que o que tinha luz passa a escuro e os olhos se habituam à escuridão..
Sabemos no entanto que a noite acaba e que o dia recomeça... E a noite, a lua, ajudam a respirar e a parar...
Não adoro mudanças, falta de controlo, mas tendo feito anos, tendo recomeçado
um ano novo, há apenas uns dias, tendo sido este reinicio tão cheio da melhor mudança até hoje por mim reconhecida, o fim do dia ganha uma dimensão avassaladora de espera... De vontades... De ser...
16.4.13
Laranjas
Do momento em que o que estava partido, torto, sem utilidade, volta a encontrar um foco, um ponto, uma luz... fé.
O caminho outras vezes percorrido, percebo agora, por vezes às escuras e outras na penumbra, ganha luz... cores...
Ver o caminho permite a certeza dos passos e da direcção... a atenção ao que sempre esteve, mas que só agora se revela.
Há futuro...existe (mos)
(laranjas)
4.4.13
Do elogio ao amor...
"Que nenhuma estrela queime o teu perfil
Que nenhum deus se lembre do teu nome
Que nem o vento passe por onde tu passas.
Para ti eu criarei um dia puro
Livre como o vento e repetido
Como o florir das ondas ordenadas"
(Sophia de Mello Breyner Andersen)
... ou das vontades do eterno...
Que nenhum deus se lembre do teu nome
Que nem o vento passe por onde tu passas.
Para ti eu criarei um dia puro
Livre como o vento e repetido
Como o florir das ondas ordenadas"
(Sophia de Mello Breyner Andersen)
... ou das vontades do eterno...
24.3.13
Honra
Lembro-me da emoção não contida que explodiu quando a V. me convidou para ser madrinha da M..
A responsabilidade, o orgulho, a alegria, o amor,... ficaram marcadas dentro e é fácil sempre, voltar a elas.
Dizem que a emoção primeira é a que mais marca.
Mentira.
A honra de ser madrinha foi-me dada pela segunda vez e senti exactamente o mesmo... a emoção invadiu-me, voltei a chorar e agradecer o facto de me considerarem capaz.
E poucas emoções na minha vida são tão marcantes e tão boas de ter como estes dois convites que a mudaram irremediavelmente.
Vou ser "tia-madinha" outra vez e não podia estar mais feliz!
A responsabilidade, o orgulho, a alegria, o amor,... ficaram marcadas dentro e é fácil sempre, voltar a elas.
Dizem que a emoção primeira é a que mais marca.
Mentira.
A honra de ser madrinha foi-me dada pela segunda vez e senti exactamente o mesmo... a emoção invadiu-me, voltei a chorar e agradecer o facto de me considerarem capaz.
E poucas emoções na minha vida são tão marcantes e tão boas de ter como estes dois convites que a mudaram irremediavelmente.
Vou ser "tia-madinha" outra vez e não podia estar mais feliz!
23.3.13
Porque foi o Dia Mundial da Poesia...
"Hoje
proponho acabar com o dinheiro. Acabar. De uma vez. Sem hesitar.
Acabar. Matá-lo. A tiro, a fogo, à faca, ao lixo. Dizimá-lo. Hoje
proponho substituir o dinheiro por poemas. E uma quadra valeria um quilo
de arroz, e um soneto valeria uma refeição completa. E eu dava um verso
e recebia uma garrafa de água, e tu davas-me uma metáfora e eu
oferecia-te um litro de leite. E era tão mais simples. Acabar com o
dinheiro. E substitui-lo por poemas. E os mais poderosos seriam os mais
poetas. E a Bolsa seria uma escola, e a casa da moeda seria a casa da
poesia. E Portugal seria o que nunca deveria ter deixado de ser: um país
de poetas."
(Pedro Chagas Freitas)
12.3.13
4.3.13
1.3.13
Parabéns à V.
Conto os anos da nossa Amizade pelo dia dos teus anos.
São 22 hoje. Há 22 anos que entraste na minha vida e não mais saíste. Não me lembro de muita coisa na minha vida antes de teres começado a fazer parte dela.
Mas lembro-me de praticamente tudo depois de ter permitido que te tornasses a minha melhor amiga.
Já elogiei vezes sem conta a pessoa que és, os principios que tens, a rectidão de conduta, a força e a coragem que manifestas em todas as ocasiões.
Já te disse infinitas vezes que és uma parte tão importante de mim que não estaria completa sem o que és dentro.
Faz hoje seis anos que me disseste que a Maria vinha a caminho. Era segredo. Eu sabia antes, mas pediste-me para esperar porque querias ser tu a verbalizar. E disseste-o assim: "Estou à espera de bebé. É uma menina e vai chamar-se Maria". E eu chorei de emoção.
A importância deste dia 1 ultrapassa o teu dia de anos...
Ser convidada para ser Madrinha da Maria foi uma das maiores emoções da minha vida e tenho tentado, dentro do que posso, ser o melhor exemplo e estar o mais presente possível.
Amiga... de sempre, desde sempre e para sempre... Mais do que dar-te os Parabéns quero agradecer-te hoje, o que me ajudaste a crescer e o que me dás tantas e tantas vezes, em presenças, conversas e silêncios.
A minha vida seria indiscutívelmente mais triste se vocês duas não existissem em mim.
Agradecimento infinito... Parabéns pelo que és... sempre! Orgulho desmedido em ti!
25.2.13
19.2.13
14
Já lá vão 14!
14 anos em que crescemos juntas, chorámos juntas, rimos juntas, viajámos juntas, festejámos juntas...
14 anos em que a vida nos permitiu (V)viver.
Temos espaços e tempos próprios. Vivemos as coisas com intensidades diferentes... conhecemos de cor esses tempos, espaços e intensidades.
Conhecemos o "lado lunar" umas das outras e amamos esse lado como amamos o lado do Sol.
Amamos os mau feitios, os romantismos exagerados (ou não!), as respostas bruscas, as imposições. Sabemo-nos levar e respeitar tudo o que faz de cada uma um ser único e especial.
Temos como certo que nada é garantido e a forma de continuarmos juntas é única e exclusivamente estar perto, mesmo que longe...
E estamos. Sempre, todos os dias e em todos os lugares!
Crescemos mulheres independentes, acertivas, responsáveis e lutadoras.
Saibam que me fazem ser mais e querer mais pelo exemplo que me dão!
Saibam que tudo me faz mais sentido porque existem e são minhas!
Se estes 14 anos não são um casamento de sucesso, não sei o que será!
Orgulho desmedido nas Magníficas mulheres da minha vida! Feliz dia 19! Venham infinitos mais assim! :)
11.2.13
Legos
A ideia inicial era não ter aprendido nada.
O que queria mesmo era começar do zero... Desaparecerem as ideias feitas, as lembranças que não queremos, o que dói, o que maltrata...
O meu filme preferido é o "Eternal sunshine of the spotless mind" porque se apaga tudo e se começa do zero.
Depois percebemos que não é bem assim. Há sempre uma parte que fica e que insiste em lembrar-nos de quem somos, do que fomos, do que fomos dando e tirando.
A vida é este jogo do dá e tira e destrói e monta, qual brincadeira de legos num domingo à tarde...
Estou farta de brincar com legos.
O que queria mesmo era começar do zero... Desaparecerem as ideias feitas, as lembranças que não queremos, o que dói, o que maltrata...
O meu filme preferido é o "Eternal sunshine of the spotless mind" porque se apaga tudo e se começa do zero.
Depois percebemos que não é bem assim. Há sempre uma parte que fica e que insiste em lembrar-nos de quem somos, do que fomos, do que fomos dando e tirando.
A vida é este jogo do dá e tira e destrói e monta, qual brincadeira de legos num domingo à tarde...
Estou farta de brincar com legos.
7.2.13
Sonhei contigo hoje.
Sonhei essencialmente com a tua gargalhada que é única e com a forma como a usavas por tudo e coisa nenhuma porque te defendias do que "a vida me atira" sempre a sorrir.
Acordei a pensar nas tardes estacionados no parque do bar do Guincho e das manhãs vestidas com camisolas de lã e tapadas com as toalhas que deixavam na areia enquanto íam para a água.
Lembrei-me da forma como pegavas na guitarra e dizias "discos pedidos!"...
A vida tira o que precisa e tirou-te de nós no tempo dela, que não era o nosso.
Não sei se me vieste abraçar no sonho porque ao contrário da facilidade com que sorrias, o meu sorriso está escasso... mas saudades tenho e essas são fáceis de ter.
(para o Iko)
Sonhei essencialmente com a tua gargalhada que é única e com a forma como a usavas por tudo e coisa nenhuma porque te defendias do que "a vida me atira" sempre a sorrir.
Acordei a pensar nas tardes estacionados no parque do bar do Guincho e das manhãs vestidas com camisolas de lã e tapadas com as toalhas que deixavam na areia enquanto íam para a água.
Lembrei-me da forma como pegavas na guitarra e dizias "discos pedidos!"...
A vida tira o que precisa e tirou-te de nós no tempo dela, que não era o nosso.
Não sei se me vieste abraçar no sonho porque ao contrário da facilidade com que sorrias, o meu sorriso está escasso... mas saudades tenho e essas são fáceis de ter.
(para o Iko)
31.1.13
Apatia confortável
É aquele ponto em que estamos confortavelmente sentados no nosso desconforto.
Um ponto (ou mais) abaixo daquilo que seria aceitável estar e ser. Mas estamos conformados com o não estar e o não ser mais...
Arrastamo-nos e andamos... andamos e arrastamo-nos. A vida não faz milgres quando não queremos ser presenteados.
Ou queremos e nada fazemos. Talvez seja isto... Como não jogar no euromilhões e esperar que nos saia o primeiro prémio.
A irrealidade do real expressa naquilo que gostaríamos de ser e não somos.
Não sou... Não me apetece ser...
E agora o medo de não sair deste estado de apatia confortável?
Um ponto (ou mais) abaixo daquilo que seria aceitável estar e ser. Mas estamos conformados com o não estar e o não ser mais...
Arrastamo-nos e andamos... andamos e arrastamo-nos. A vida não faz milgres quando não queremos ser presenteados.
Ou queremos e nada fazemos. Talvez seja isto... Como não jogar no euromilhões e esperar que nos saia o primeiro prémio.
A irrealidade do real expressa naquilo que gostaríamos de ser e não somos.
Não sou... Não me apetece ser...
E agora o medo de não sair deste estado de apatia confortável?
24.1.13
22.1.13
7.1.13
Porque não
"Porque não!"
Dizia-me de forma categórica e taxativa, como se admitir qualquer outra hipótese se aproximasse de uma forma de crime, apesar de não encontrar nada de parecido tipificado no Código Penal.
Repetiu "Porque não!. É impossível que não afecte e que não venhas a querer, depois do primeiro passo dado nessa direcção."
Pensei logo que era maluco. Eu faço o que eu quero e se não quero não acontece.
Disse-lhe isso mesmo entre um prato de batatas bravas e dois copos de coca-cola zero... Reforcei de todas as formas possíveis a impossibilidade, a consciência que tinha das coisas e da situação que em nada se tinha alterado.
Riu-se pouco convencido. Ri-me. Disse-lhe o que (quem) queria. Disse-me para ir e não pensar.
Depois pensei que posso de facto perder o controlo. Quando um dia se acreditou em alguma coisa com muita força há uma linha ténue que fica entre aquilo que sabemos real e aquilo em que ainda temos esperança que mude.
E ele já tarde da noite, ontem, mesmo antes que eu adormecesse disse: "somos os dois uns românticos"... pensei que sou, mas que não devia e não queria. Por isso... nem tudo o que eu quero, eu sou...
M&$&%$&!
Dizia-me de forma categórica e taxativa, como se admitir qualquer outra hipótese se aproximasse de uma forma de crime, apesar de não encontrar nada de parecido tipificado no Código Penal.
Repetiu "Porque não!. É impossível que não afecte e que não venhas a querer, depois do primeiro passo dado nessa direcção."
Pensei logo que era maluco. Eu faço o que eu quero e se não quero não acontece.
Disse-lhe isso mesmo entre um prato de batatas bravas e dois copos de coca-cola zero... Reforcei de todas as formas possíveis a impossibilidade, a consciência que tinha das coisas e da situação que em nada se tinha alterado.
Riu-se pouco convencido. Ri-me. Disse-lhe o que (quem) queria. Disse-me para ir e não pensar.
Depois pensei que posso de facto perder o controlo. Quando um dia se acreditou em alguma coisa com muita força há uma linha ténue que fica entre aquilo que sabemos real e aquilo em que ainda temos esperança que mude.
E ele já tarde da noite, ontem, mesmo antes que eu adormecesse disse: "somos os dois uns românticos"... pensei que sou, mas que não devia e não queria. Por isso... nem tudo o que eu quero, eu sou...
M&$&%$&!
2.1.13
28.12.12
... Há por aqui uma pausa.
Não devia falar nisto outra vez. Principalmente porque voltaste e rapidamente tiveste de ir embora outra vez e mais uma vez fiquei eu nesta coisa de pendência de ti, que não me dói, mas que pesa.
Porque é de facto à vez. Uma vez sim e outra não. Aquela coisa de bem-me-quer, mal-me-quer. Sei que me queres bem, mas o vazio que me cria a ausência é um mal.
Porque a vez de ter muito é muito grande e muito cheia.
São muitas horas de conversa fiada e por fiar, de gargalhadas e de partilha. De te (nos) querermos bem...
Mas é à vez... e de vez em quando vou voltar a falar de ti... porque as vezes de estares na minha vida enchem-na... E não, não podes saber de nada disto!
Não devia falar nisto outra vez. Principalmente porque voltaste e rapidamente tiveste de ir embora outra vez e mais uma vez fiquei eu nesta coisa de pendência de ti, que não me dói, mas que pesa.
Porque é de facto à vez. Uma vez sim e outra não. Aquela coisa de bem-me-quer, mal-me-quer. Sei que me queres bem, mas o vazio que me cria a ausência é um mal.
Porque a vez de ter muito é muito grande e muito cheia.
São muitas horas de conversa fiada e por fiar, de gargalhadas e de partilha. De te (nos) querermos bem...
Mas é à vez... e de vez em quando vou voltar a falar de ti... porque as vezes de estares na minha vida enchem-na... E não, não podes saber de nada disto!
12.12.12
15.11.12
Desassossego I
«Vive a tua vida. Não sejas vivido por ela. Na verdade e no erro,no gozo e no mal-estar, sê o teu próprio ser. Só poderás fazer isso sonhando, porque a tua vida real, a tua vida humana é aquela que não é tua, mas dos outros. Assim, substituirás o sonho à vida e cuidarás apenas em que sonhes com perfeição. Em todos os teus actos da vida real, desde o de nascer até ao de morrer, tu não ages: és agido; tu não vives: és vivido apenas.
Torna-te, para os outros, uma esfinge absurda. Fecha-te, mas sem bater com a porta, na tua torre de marfim. E a tua torre de marfim és tu próprio.
E se alguém te disser que isto é falso e absurdo não o acredites. Mas não acredites também no que te digo, porque se não deve acreditar em nada.»
FP - Livro do desassossego!
Torna-te, para os outros, uma esfinge absurda. Fecha-te, mas sem bater com a porta, na tua torre de marfim. E a tua torre de marfim és tu próprio.
E se alguém te disser que isto é falso e absurdo não o acredites. Mas não acredites também no que te digo, porque se não deve acreditar em nada.»
FP - Livro do desassossego!
13.11.12
PUM
A minha cabeça está a explodir...
Se fizer pum e sujar imensas coisas é tudo normal...
"Temos pena"... estou a atingir o ponto de saturação e do "Basta"... era isto!
Se fizer pum e sujar imensas coisas é tudo normal...
"Temos pena"... estou a atingir o ponto de saturação e do "Basta"... era isto!
7.11.12
Enamoramento
Fascinas-me tanto que se soubesses como isso me alimenta não te ías embora.
Fascina-me a forma como te expões e argumentas... a colocação das frases e a tónica certa em cada palavra.
Os momentos das pausas e os tempos próprios para respirar, rir, gargalhar ou simplesmente ganhar impulso para outra ideia, outra lembrança.
Fascina-me como me perco nas tuas mãos e nos teus gestos. O pôr os óculos e o pousar em cima da mesa... Os trajeitos de cabeça e o teu olhar sempre atento, sempre curioso, sempre em busca de algo mais para criar...
Fascina-me a tua criatividade, as tuas ideias e tudo o que às vezes te decorre de uma palavra.
Fascinam-me desmesuradamente as tuas histórias... a tua vida. Cada bocadinho do que por ti foi vivido.
Estou (sou) enamorada de ti... muito mais do que paixão, vivo num estado de enamoramento que começou... e não acabou naquele abraço em Sta. Apolónia num dia em que casaram principes e em que apesar das ameaças a chuva só caiu (e como caiu!) quando o comboio desapareceu da estação...
Este novo abraço não serviu para compensar aquilo que foi um ano, seis meses, cinco dias e 23 horas e 47 minutos em que te demoraste...quem é que esteve a contar?
E não me interessa minimamente se o motivo que te faz ir embora outra vez é amor, trabalho, objectivos por realizar, ou tudo ao mesmo tempo...
Interessa que vais e que eu já fiquei sem ti tempo bastante.
Fascina-me a forma como te expões e argumentas... a colocação das frases e a tónica certa em cada palavra.
Os momentos das pausas e os tempos próprios para respirar, rir, gargalhar ou simplesmente ganhar impulso para outra ideia, outra lembrança.
Fascina-me como me perco nas tuas mãos e nos teus gestos. O pôr os óculos e o pousar em cima da mesa... Os trajeitos de cabeça e o teu olhar sempre atento, sempre curioso, sempre em busca de algo mais para criar...
Fascina-me a tua criatividade, as tuas ideias e tudo o que às vezes te decorre de uma palavra.
Fascinam-me desmesuradamente as tuas histórias... a tua vida. Cada bocadinho do que por ti foi vivido.
Estou (sou) enamorada de ti... muito mais do que paixão, vivo num estado de enamoramento que começou... e não acabou naquele abraço em Sta. Apolónia num dia em que casaram principes e em que apesar das ameaças a chuva só caiu (e como caiu!) quando o comboio desapareceu da estação...
Este novo abraço não serviu para compensar aquilo que foi um ano, seis meses, cinco dias e 23 horas e 47 minutos em que te demoraste...quem é que esteve a contar?
E não me interessa minimamente se o motivo que te faz ir embora outra vez é amor, trabalho, objectivos por realizar, ou tudo ao mesmo tempo...
Interessa que vais e que eu já fiquei sem ti tempo bastante.
26.10.12
Estado de confusão assumido...
"Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem achei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é "...
(Fernado Pessoa)
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem achei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é "...
(Fernado Pessoa)
25.10.12
resumo
Um dia exagero tudo e ganho espaço para enfiar tudo o que não tenho...
Perder-me por aí e não pensar que falhei. Ou que ganhei... No fundo a confusão do que não tenho também não se sobrepõe ao que tenho.
Passou-se tempo... desinfectaram-se feridas... Não estão curadas, mas não mais infectadas e não ando envenenada.
Ía matando uma Barbie... sou humana... o gin não ajudou.
Ouvi quando a Nina cantou "My lover just cares for me" e pensei "onde é que ele está?" e ri-me... estás?
Fiz uma tarte de limão merengada que não provei porque não sou fã de doces, mas que desapareceu numa noite.
E descalcei-me na relva do jardim quando estava molhada. E pus os pés na piscina, até aos joelhos enquanto verbalizava palavrões por causa do frio que estava.
Mas acordou-me. E os meus olhos nunca estiveram fechados.
Perder-me por aí e não pensar que falhei. Ou que ganhei... No fundo a confusão do que não tenho também não se sobrepõe ao que tenho.
Passou-se tempo... desinfectaram-se feridas... Não estão curadas, mas não mais infectadas e não ando envenenada.
Ía matando uma Barbie... sou humana... o gin não ajudou.
Ouvi quando a Nina cantou "My lover just cares for me" e pensei "onde é que ele está?" e ri-me... estás?
Fiz uma tarte de limão merengada que não provei porque não sou fã de doces, mas que desapareceu numa noite.
E descalcei-me na relva do jardim quando estava molhada. E pus os pés na piscina, até aos joelhos enquanto verbalizava palavrões por causa do frio que estava.
Mas acordou-me. E os meus olhos nunca estiveram fechados.
19.10.12
Estou a antecipar:
- o cheiro da terra molhada no jardim;
- a minha poltrona amarela;
- as minhas meias às riscas;
- o meu gin tónico (os meus);
- o Keith;
- o Miles;
- o Coltrane;
- a Nina;
- a Ella;
- o Tom;
- a Elis;
- o Chico;
- algumas asneiras em tons de desabafo;
- discussões políticas, económicas, artisticas;
- partilha de vida, romances, trabalho;
- algumas lágrimas;
- algumas gargalhadas;
- abraços;
- mimos...
18.10.12
Ler!
"Para entreter curiosidades, o velho Alfredo oferecia livros ao menino e convencia-o de que ler seria fundamental para a saúde. Ensinava-lhe que era uma pena a falta de leitura não se converter numa doença, algo como um mal que pusesse os preguiçosos a morrer. Imaginava que um não leitor ia ao médico e o médico o observava e dizia: você tem o colestrol a matá-lo, se continuar assim não se salva. E o médico perguntava: tem abusado dos fritos, dos ovos, você tem lido o suficiente. O paciente respondia: não, senhor doutor, há quase um ano que não leio um livro, não gosto muito e dá-me preguiça. Então o médico acrescentava: ah, fique pois sabendo que você ou lê urgentemente um bom romance, ou então vemo-nos no seu funeral dentro de poucas semanas. O caixão fechava-se como um livro."
Valter Hugo Mãe ( "O filho de mil homens")
BINGO!!!!!!!
Valter Hugo Mãe ( "O filho de mil homens")
BINGO!!!!!!!
8.10.12
Saudades
O que as saudades fazem ao que era amor...
Trocam os tempos, as memórias e as lembranças... perguntamo-nos se foi mesmo tudo aquilo...foi?
Foi mais? Foi menos?
Foi muito, tanto, completo... perto da perfeição... e agora? Agora temos vida... diferente... num ritmo próprio e com falta de fé... Falta de fé no amor, naquele que sempre existe, mas que agora não pertence...
Trocam os tempos, as memórias e as lembranças... perguntamo-nos se foi mesmo tudo aquilo...foi?
Foi mais? Foi menos?
Foi muito, tanto, completo... perto da perfeição... e agora? Agora temos vida... diferente... num ritmo próprio e com falta de fé... Falta de fé no amor, naquele que sempre existe, mas que agora não pertence...
5.10.12
Infância
Hoje estive aqui.
Tive uma reunião perto desta casa e fiz-me à estrada para tentar encontrá-la.
É a casa da infância.
Foi nesta piscina que nadei com os meus primos e irmãos... era nesta praia que brincávamos dentro das grutas quando a maré estava cheia... os degraus deram muitas fotografias... Subimos e descemos muitas e tantas vezes para ir jantar, para ir para a praia, para ir ao café...
Corríamos para apanhar a carrinha do pão de manhã, fugimos pela janela para ver o sol nascer... faziamos autênticas apresentações teatrais ensaiadas, maquilhadas, com figurinos...
Raramente penso nesta casa. Mas é bom saber que as coisas boas que se vivem são nossas. As memórias, as emoções... o que foi e que não mais será, será sempre, porque é nosso e foi vivido por inteiro.
E eu vivi!
28.9.12
21.8.12
Curiosidades
É curioso como acabamos por voltar sempre a algo que nos fez feliz... talvez se evite durante algum tempo porque é preciso respirar.
É possível que o afastamento seja necessário por mil e uma razões... válidas ou pouco válidas. No entanto... é um facto que vicia a facilidade e a simplicidade das coisas.
Porque já foi complicado e depois descomplicou... e descomplicou porque há afastamento e distância.
Mas depois há o "sabor a casa" o "saber a ti" que é bom. É confortável. É jogar do mesmo lado do campo, com as mesmas piadas e as mesmas conversas... é simples ser e estar e é isso que me faz feliz.
É curioso como no decorrer dos anos (e já são muitos...) se aprofundam as pessoas, os comportamentos... mas se aprofunda também o que já era, porque é e será... feliz ou infelizmente simples!
Feliz... felizmente simples e confortável... curioso!
É possível que o afastamento seja necessário por mil e uma razões... válidas ou pouco válidas. No entanto... é um facto que vicia a facilidade e a simplicidade das coisas.
Porque já foi complicado e depois descomplicou... e descomplicou porque há afastamento e distância.
Mas depois há o "sabor a casa" o "saber a ti" que é bom. É confortável. É jogar do mesmo lado do campo, com as mesmas piadas e as mesmas conversas... é simples ser e estar e é isso que me faz feliz.
É curioso como no decorrer dos anos (e já são muitos...) se aprofundam as pessoas, os comportamentos... mas se aprofunda também o que já era, porque é e será... feliz ou infelizmente simples!
Feliz... felizmente simples e confortável... curioso!
8.8.12
Tudo...(pela Sophia)
Tudo me é uma dança em que procuro
A posição ideal,
Seguindo o fio dum sonhar obscuro
Onde invento o real.
À minha volta sinto naufragar
Tantos gestos perdidos
Mas a alma, dispersa nos sentidos,
Sobe os degraus do ar...
(Tudo - Sophia de Mello Breyner Andresen)
Suspenso!
Era só o silêncio... um silêncio fixo, preso...
O Mundo estava pronto. Preparado. Cada coisa na posição certa à espera do início. O Sol, a Lua, as marés... tudo esperava.
O Mundo inteiro estava preparado e suspenso.
Era a isso que se agarrava. Ao tempo suspenso...
O Mundo estava pronto. Preparado. Cada coisa na posição certa à espera do início. O Sol, a Lua, as marés... tudo esperava.
O Mundo inteiro estava preparado e suspenso.
Era a isso que se agarrava. Ao tempo suspenso...
7.8.12
Faltas
Não se sente a falta do que não se tem.
Ela pelo menos não a sentia... Sentia sim que precisava de respirar e de reconquistar.. Pensando bem não havia nada que reconquistar, só um espaço vazio que precisava de preencher.
O problema é que para encher o espaço, ela só queria o que antes lá estava, porque mesmo que não fosse perfeito, era a perfeição naquilo que ela pensava que era.
"It's an idea in your head"... talvez... e talvez a ideia mude. As ideias mudam? Ou mudam as pessoas... as vontades?
Não importa agora... importa que o que existia deixou de existir e por muito que as coisas boas da sua vida se mantivessem e até novas fossem aparecendo, ela perdeu uma parte, uma peça que encaixava e que não sabe como substituir.
Não se sente a falta do que não se tem, mas sente-se a falta do que se tinha e agora não se tem... isso sim... dói.
Ela pelo menos não a sentia... Sentia sim que precisava de respirar e de reconquistar.. Pensando bem não havia nada que reconquistar, só um espaço vazio que precisava de preencher.
O problema é que para encher o espaço, ela só queria o que antes lá estava, porque mesmo que não fosse perfeito, era a perfeição naquilo que ela pensava que era.
"It's an idea in your head"... talvez... e talvez a ideia mude. As ideias mudam? Ou mudam as pessoas... as vontades?
Não importa agora... importa que o que existia deixou de existir e por muito que as coisas boas da sua vida se mantivessem e até novas fossem aparecendo, ela perdeu uma parte, uma peça que encaixava e que não sabe como substituir.
Não se sente a falta do que não se tem, mas sente-se a falta do que se tinha e agora não se tem... isso sim... dói.
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