1.3.13
Parabéns à V.
Conto os anos da nossa Amizade pelo dia dos teus anos.
São 22 hoje. Há 22 anos que entraste na minha vida e não mais saíste. Não me lembro de muita coisa na minha vida antes de teres começado a fazer parte dela.
Mas lembro-me de praticamente tudo depois de ter permitido que te tornasses a minha melhor amiga.
Já elogiei vezes sem conta a pessoa que és, os principios que tens, a rectidão de conduta, a força e a coragem que manifestas em todas as ocasiões.
Já te disse infinitas vezes que és uma parte tão importante de mim que não estaria completa sem o que és dentro.
Faz hoje seis anos que me disseste que a Maria vinha a caminho. Era segredo. Eu sabia antes, mas pediste-me para esperar porque querias ser tu a verbalizar. E disseste-o assim: "Estou à espera de bebé. É uma menina e vai chamar-se Maria". E eu chorei de emoção.
A importância deste dia 1 ultrapassa o teu dia de anos...
Ser convidada para ser Madrinha da Maria foi uma das maiores emoções da minha vida e tenho tentado, dentro do que posso, ser o melhor exemplo e estar o mais presente possível.
Amiga... de sempre, desde sempre e para sempre... Mais do que dar-te os Parabéns quero agradecer-te hoje, o que me ajudaste a crescer e o que me dás tantas e tantas vezes, em presenças, conversas e silêncios.
A minha vida seria indiscutívelmente mais triste se vocês duas não existissem em mim.
Agradecimento infinito... Parabéns pelo que és... sempre! Orgulho desmedido em ti!
25.2.13
19.2.13
14
Já lá vão 14!
14 anos em que crescemos juntas, chorámos juntas, rimos juntas, viajámos juntas, festejámos juntas...
14 anos em que a vida nos permitiu (V)viver.
Temos espaços e tempos próprios. Vivemos as coisas com intensidades diferentes... conhecemos de cor esses tempos, espaços e intensidades.
Conhecemos o "lado lunar" umas das outras e amamos esse lado como amamos o lado do Sol.
Amamos os mau feitios, os romantismos exagerados (ou não!), as respostas bruscas, as imposições. Sabemo-nos levar e respeitar tudo o que faz de cada uma um ser único e especial.
Temos como certo que nada é garantido e a forma de continuarmos juntas é única e exclusivamente estar perto, mesmo que longe...
E estamos. Sempre, todos os dias e em todos os lugares!
Crescemos mulheres independentes, acertivas, responsáveis e lutadoras.
Saibam que me fazem ser mais e querer mais pelo exemplo que me dão!
Saibam que tudo me faz mais sentido porque existem e são minhas!
Se estes 14 anos não são um casamento de sucesso, não sei o que será!
Orgulho desmedido nas Magníficas mulheres da minha vida! Feliz dia 19! Venham infinitos mais assim! :)
11.2.13
Legos
A ideia inicial era não ter aprendido nada.
O que queria mesmo era começar do zero... Desaparecerem as ideias feitas, as lembranças que não queremos, o que dói, o que maltrata...
O meu filme preferido é o "Eternal sunshine of the spotless mind" porque se apaga tudo e se começa do zero.
Depois percebemos que não é bem assim. Há sempre uma parte que fica e que insiste em lembrar-nos de quem somos, do que fomos, do que fomos dando e tirando.
A vida é este jogo do dá e tira e destrói e monta, qual brincadeira de legos num domingo à tarde...
Estou farta de brincar com legos.
O que queria mesmo era começar do zero... Desaparecerem as ideias feitas, as lembranças que não queremos, o que dói, o que maltrata...
O meu filme preferido é o "Eternal sunshine of the spotless mind" porque se apaga tudo e se começa do zero.
Depois percebemos que não é bem assim. Há sempre uma parte que fica e que insiste em lembrar-nos de quem somos, do que fomos, do que fomos dando e tirando.
A vida é este jogo do dá e tira e destrói e monta, qual brincadeira de legos num domingo à tarde...
Estou farta de brincar com legos.
7.2.13
Sonhei contigo hoje.
Sonhei essencialmente com a tua gargalhada que é única e com a forma como a usavas por tudo e coisa nenhuma porque te defendias do que "a vida me atira" sempre a sorrir.
Acordei a pensar nas tardes estacionados no parque do bar do Guincho e das manhãs vestidas com camisolas de lã e tapadas com as toalhas que deixavam na areia enquanto íam para a água.
Lembrei-me da forma como pegavas na guitarra e dizias "discos pedidos!"...
A vida tira o que precisa e tirou-te de nós no tempo dela, que não era o nosso.
Não sei se me vieste abraçar no sonho porque ao contrário da facilidade com que sorrias, o meu sorriso está escasso... mas saudades tenho e essas são fáceis de ter.
(para o Iko)
Sonhei essencialmente com a tua gargalhada que é única e com a forma como a usavas por tudo e coisa nenhuma porque te defendias do que "a vida me atira" sempre a sorrir.
Acordei a pensar nas tardes estacionados no parque do bar do Guincho e das manhãs vestidas com camisolas de lã e tapadas com as toalhas que deixavam na areia enquanto íam para a água.
Lembrei-me da forma como pegavas na guitarra e dizias "discos pedidos!"...
A vida tira o que precisa e tirou-te de nós no tempo dela, que não era o nosso.
Não sei se me vieste abraçar no sonho porque ao contrário da facilidade com que sorrias, o meu sorriso está escasso... mas saudades tenho e essas são fáceis de ter.
(para o Iko)
31.1.13
Apatia confortável
É aquele ponto em que estamos confortavelmente sentados no nosso desconforto.
Um ponto (ou mais) abaixo daquilo que seria aceitável estar e ser. Mas estamos conformados com o não estar e o não ser mais...
Arrastamo-nos e andamos... andamos e arrastamo-nos. A vida não faz milgres quando não queremos ser presenteados.
Ou queremos e nada fazemos. Talvez seja isto... Como não jogar no euromilhões e esperar que nos saia o primeiro prémio.
A irrealidade do real expressa naquilo que gostaríamos de ser e não somos.
Não sou... Não me apetece ser...
E agora o medo de não sair deste estado de apatia confortável?
Um ponto (ou mais) abaixo daquilo que seria aceitável estar e ser. Mas estamos conformados com o não estar e o não ser mais...
Arrastamo-nos e andamos... andamos e arrastamo-nos. A vida não faz milgres quando não queremos ser presenteados.
Ou queremos e nada fazemos. Talvez seja isto... Como não jogar no euromilhões e esperar que nos saia o primeiro prémio.
A irrealidade do real expressa naquilo que gostaríamos de ser e não somos.
Não sou... Não me apetece ser...
E agora o medo de não sair deste estado de apatia confortável?
24.1.13
22.1.13
7.1.13
Porque não
"Porque não!"
Dizia-me de forma categórica e taxativa, como se admitir qualquer outra hipótese se aproximasse de uma forma de crime, apesar de não encontrar nada de parecido tipificado no Código Penal.
Repetiu "Porque não!. É impossível que não afecte e que não venhas a querer, depois do primeiro passo dado nessa direcção."
Pensei logo que era maluco. Eu faço o que eu quero e se não quero não acontece.
Disse-lhe isso mesmo entre um prato de batatas bravas e dois copos de coca-cola zero... Reforcei de todas as formas possíveis a impossibilidade, a consciência que tinha das coisas e da situação que em nada se tinha alterado.
Riu-se pouco convencido. Ri-me. Disse-lhe o que (quem) queria. Disse-me para ir e não pensar.
Depois pensei que posso de facto perder o controlo. Quando um dia se acreditou em alguma coisa com muita força há uma linha ténue que fica entre aquilo que sabemos real e aquilo em que ainda temos esperança que mude.
E ele já tarde da noite, ontem, mesmo antes que eu adormecesse disse: "somos os dois uns românticos"... pensei que sou, mas que não devia e não queria. Por isso... nem tudo o que eu quero, eu sou...
M&$&%$&!
Dizia-me de forma categórica e taxativa, como se admitir qualquer outra hipótese se aproximasse de uma forma de crime, apesar de não encontrar nada de parecido tipificado no Código Penal.
Repetiu "Porque não!. É impossível que não afecte e que não venhas a querer, depois do primeiro passo dado nessa direcção."
Pensei logo que era maluco. Eu faço o que eu quero e se não quero não acontece.
Disse-lhe isso mesmo entre um prato de batatas bravas e dois copos de coca-cola zero... Reforcei de todas as formas possíveis a impossibilidade, a consciência que tinha das coisas e da situação que em nada se tinha alterado.
Riu-se pouco convencido. Ri-me. Disse-lhe o que (quem) queria. Disse-me para ir e não pensar.
Depois pensei que posso de facto perder o controlo. Quando um dia se acreditou em alguma coisa com muita força há uma linha ténue que fica entre aquilo que sabemos real e aquilo em que ainda temos esperança que mude.
E ele já tarde da noite, ontem, mesmo antes que eu adormecesse disse: "somos os dois uns românticos"... pensei que sou, mas que não devia e não queria. Por isso... nem tudo o que eu quero, eu sou...
M&$&%$&!
2.1.13
28.12.12
... Há por aqui uma pausa.
Não devia falar nisto outra vez. Principalmente porque voltaste e rapidamente tiveste de ir embora outra vez e mais uma vez fiquei eu nesta coisa de pendência de ti, que não me dói, mas que pesa.
Porque é de facto à vez. Uma vez sim e outra não. Aquela coisa de bem-me-quer, mal-me-quer. Sei que me queres bem, mas o vazio que me cria a ausência é um mal.
Porque a vez de ter muito é muito grande e muito cheia.
São muitas horas de conversa fiada e por fiar, de gargalhadas e de partilha. De te (nos) querermos bem...
Mas é à vez... e de vez em quando vou voltar a falar de ti... porque as vezes de estares na minha vida enchem-na... E não, não podes saber de nada disto!
Não devia falar nisto outra vez. Principalmente porque voltaste e rapidamente tiveste de ir embora outra vez e mais uma vez fiquei eu nesta coisa de pendência de ti, que não me dói, mas que pesa.
Porque é de facto à vez. Uma vez sim e outra não. Aquela coisa de bem-me-quer, mal-me-quer. Sei que me queres bem, mas o vazio que me cria a ausência é um mal.
Porque a vez de ter muito é muito grande e muito cheia.
São muitas horas de conversa fiada e por fiar, de gargalhadas e de partilha. De te (nos) querermos bem...
Mas é à vez... e de vez em quando vou voltar a falar de ti... porque as vezes de estares na minha vida enchem-na... E não, não podes saber de nada disto!
12.12.12
15.11.12
Desassossego I
«Vive a tua vida. Não sejas vivido por ela. Na verdade e no erro,no gozo e no mal-estar, sê o teu próprio ser. Só poderás fazer isso sonhando, porque a tua vida real, a tua vida humana é aquela que não é tua, mas dos outros. Assim, substituirás o sonho à vida e cuidarás apenas em que sonhes com perfeição. Em todos os teus actos da vida real, desde o de nascer até ao de morrer, tu não ages: és agido; tu não vives: és vivido apenas.
Torna-te, para os outros, uma esfinge absurda. Fecha-te, mas sem bater com a porta, na tua torre de marfim. E a tua torre de marfim és tu próprio.
E se alguém te disser que isto é falso e absurdo não o acredites. Mas não acredites também no que te digo, porque se não deve acreditar em nada.»
FP - Livro do desassossego!
Torna-te, para os outros, uma esfinge absurda. Fecha-te, mas sem bater com a porta, na tua torre de marfim. E a tua torre de marfim és tu próprio.
E se alguém te disser que isto é falso e absurdo não o acredites. Mas não acredites também no que te digo, porque se não deve acreditar em nada.»
FP - Livro do desassossego!
13.11.12
PUM
A minha cabeça está a explodir...
Se fizer pum e sujar imensas coisas é tudo normal...
"Temos pena"... estou a atingir o ponto de saturação e do "Basta"... era isto!
Se fizer pum e sujar imensas coisas é tudo normal...
"Temos pena"... estou a atingir o ponto de saturação e do "Basta"... era isto!
7.11.12
Enamoramento
Fascinas-me tanto que se soubesses como isso me alimenta não te ías embora.
Fascina-me a forma como te expões e argumentas... a colocação das frases e a tónica certa em cada palavra.
Os momentos das pausas e os tempos próprios para respirar, rir, gargalhar ou simplesmente ganhar impulso para outra ideia, outra lembrança.
Fascina-me como me perco nas tuas mãos e nos teus gestos. O pôr os óculos e o pousar em cima da mesa... Os trajeitos de cabeça e o teu olhar sempre atento, sempre curioso, sempre em busca de algo mais para criar...
Fascina-me a tua criatividade, as tuas ideias e tudo o que às vezes te decorre de uma palavra.
Fascinam-me desmesuradamente as tuas histórias... a tua vida. Cada bocadinho do que por ti foi vivido.
Estou (sou) enamorada de ti... muito mais do que paixão, vivo num estado de enamoramento que começou... e não acabou naquele abraço em Sta. Apolónia num dia em que casaram principes e em que apesar das ameaças a chuva só caiu (e como caiu!) quando o comboio desapareceu da estação...
Este novo abraço não serviu para compensar aquilo que foi um ano, seis meses, cinco dias e 23 horas e 47 minutos em que te demoraste...quem é que esteve a contar?
E não me interessa minimamente se o motivo que te faz ir embora outra vez é amor, trabalho, objectivos por realizar, ou tudo ao mesmo tempo...
Interessa que vais e que eu já fiquei sem ti tempo bastante.
Fascina-me a forma como te expões e argumentas... a colocação das frases e a tónica certa em cada palavra.
Os momentos das pausas e os tempos próprios para respirar, rir, gargalhar ou simplesmente ganhar impulso para outra ideia, outra lembrança.
Fascina-me como me perco nas tuas mãos e nos teus gestos. O pôr os óculos e o pousar em cima da mesa... Os trajeitos de cabeça e o teu olhar sempre atento, sempre curioso, sempre em busca de algo mais para criar...
Fascina-me a tua criatividade, as tuas ideias e tudo o que às vezes te decorre de uma palavra.
Fascinam-me desmesuradamente as tuas histórias... a tua vida. Cada bocadinho do que por ti foi vivido.
Estou (sou) enamorada de ti... muito mais do que paixão, vivo num estado de enamoramento que começou... e não acabou naquele abraço em Sta. Apolónia num dia em que casaram principes e em que apesar das ameaças a chuva só caiu (e como caiu!) quando o comboio desapareceu da estação...
Este novo abraço não serviu para compensar aquilo que foi um ano, seis meses, cinco dias e 23 horas e 47 minutos em que te demoraste...quem é que esteve a contar?
E não me interessa minimamente se o motivo que te faz ir embora outra vez é amor, trabalho, objectivos por realizar, ou tudo ao mesmo tempo...
Interessa que vais e que eu já fiquei sem ti tempo bastante.
26.10.12
Estado de confusão assumido...
"Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem achei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é "...
(Fernado Pessoa)
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem achei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é "...
(Fernado Pessoa)
25.10.12
resumo
Um dia exagero tudo e ganho espaço para enfiar tudo o que não tenho...
Perder-me por aí e não pensar que falhei. Ou que ganhei... No fundo a confusão do que não tenho também não se sobrepõe ao que tenho.
Passou-se tempo... desinfectaram-se feridas... Não estão curadas, mas não mais infectadas e não ando envenenada.
Ía matando uma Barbie... sou humana... o gin não ajudou.
Ouvi quando a Nina cantou "My lover just cares for me" e pensei "onde é que ele está?" e ri-me... estás?
Fiz uma tarte de limão merengada que não provei porque não sou fã de doces, mas que desapareceu numa noite.
E descalcei-me na relva do jardim quando estava molhada. E pus os pés na piscina, até aos joelhos enquanto verbalizava palavrões por causa do frio que estava.
Mas acordou-me. E os meus olhos nunca estiveram fechados.
Perder-me por aí e não pensar que falhei. Ou que ganhei... No fundo a confusão do que não tenho também não se sobrepõe ao que tenho.
Passou-se tempo... desinfectaram-se feridas... Não estão curadas, mas não mais infectadas e não ando envenenada.
Ía matando uma Barbie... sou humana... o gin não ajudou.
Ouvi quando a Nina cantou "My lover just cares for me" e pensei "onde é que ele está?" e ri-me... estás?
Fiz uma tarte de limão merengada que não provei porque não sou fã de doces, mas que desapareceu numa noite.
E descalcei-me na relva do jardim quando estava molhada. E pus os pés na piscina, até aos joelhos enquanto verbalizava palavrões por causa do frio que estava.
Mas acordou-me. E os meus olhos nunca estiveram fechados.
19.10.12
Estou a antecipar:
- o cheiro da terra molhada no jardim;
- a minha poltrona amarela;
- as minhas meias às riscas;
- o meu gin tónico (os meus);
- o Keith;
- o Miles;
- o Coltrane;
- a Nina;
- a Ella;
- o Tom;
- a Elis;
- o Chico;
- algumas asneiras em tons de desabafo;
- discussões políticas, económicas, artisticas;
- partilha de vida, romances, trabalho;
- algumas lágrimas;
- algumas gargalhadas;
- abraços;
- mimos...
18.10.12
Ler!
"Para entreter curiosidades, o velho Alfredo oferecia livros ao menino e convencia-o de que ler seria fundamental para a saúde. Ensinava-lhe que era uma pena a falta de leitura não se converter numa doença, algo como um mal que pusesse os preguiçosos a morrer. Imaginava que um não leitor ia ao médico e o médico o observava e dizia: você tem o colestrol a matá-lo, se continuar assim não se salva. E o médico perguntava: tem abusado dos fritos, dos ovos, você tem lido o suficiente. O paciente respondia: não, senhor doutor, há quase um ano que não leio um livro, não gosto muito e dá-me preguiça. Então o médico acrescentava: ah, fique pois sabendo que você ou lê urgentemente um bom romance, ou então vemo-nos no seu funeral dentro de poucas semanas. O caixão fechava-se como um livro."
Valter Hugo Mãe ( "O filho de mil homens")
BINGO!!!!!!!
Valter Hugo Mãe ( "O filho de mil homens")
BINGO!!!!!!!
8.10.12
Saudades
O que as saudades fazem ao que era amor...
Trocam os tempos, as memórias e as lembranças... perguntamo-nos se foi mesmo tudo aquilo...foi?
Foi mais? Foi menos?
Foi muito, tanto, completo... perto da perfeição... e agora? Agora temos vida... diferente... num ritmo próprio e com falta de fé... Falta de fé no amor, naquele que sempre existe, mas que agora não pertence...
Trocam os tempos, as memórias e as lembranças... perguntamo-nos se foi mesmo tudo aquilo...foi?
Foi mais? Foi menos?
Foi muito, tanto, completo... perto da perfeição... e agora? Agora temos vida... diferente... num ritmo próprio e com falta de fé... Falta de fé no amor, naquele que sempre existe, mas que agora não pertence...
5.10.12
Infância
Hoje estive aqui.
Tive uma reunião perto desta casa e fiz-me à estrada para tentar encontrá-la.
É a casa da infância.
Foi nesta piscina que nadei com os meus primos e irmãos... era nesta praia que brincávamos dentro das grutas quando a maré estava cheia... os degraus deram muitas fotografias... Subimos e descemos muitas e tantas vezes para ir jantar, para ir para a praia, para ir ao café...
Corríamos para apanhar a carrinha do pão de manhã, fugimos pela janela para ver o sol nascer... faziamos autênticas apresentações teatrais ensaiadas, maquilhadas, com figurinos...
Raramente penso nesta casa. Mas é bom saber que as coisas boas que se vivem são nossas. As memórias, as emoções... o que foi e que não mais será, será sempre, porque é nosso e foi vivido por inteiro.
E eu vivi!
28.9.12
21.8.12
Curiosidades
É curioso como acabamos por voltar sempre a algo que nos fez feliz... talvez se evite durante algum tempo porque é preciso respirar.
É possível que o afastamento seja necessário por mil e uma razões... válidas ou pouco válidas. No entanto... é um facto que vicia a facilidade e a simplicidade das coisas.
Porque já foi complicado e depois descomplicou... e descomplicou porque há afastamento e distância.
Mas depois há o "sabor a casa" o "saber a ti" que é bom. É confortável. É jogar do mesmo lado do campo, com as mesmas piadas e as mesmas conversas... é simples ser e estar e é isso que me faz feliz.
É curioso como no decorrer dos anos (e já são muitos...) se aprofundam as pessoas, os comportamentos... mas se aprofunda também o que já era, porque é e será... feliz ou infelizmente simples!
Feliz... felizmente simples e confortável... curioso!
É possível que o afastamento seja necessário por mil e uma razões... válidas ou pouco válidas. No entanto... é um facto que vicia a facilidade e a simplicidade das coisas.
Porque já foi complicado e depois descomplicou... e descomplicou porque há afastamento e distância.
Mas depois há o "sabor a casa" o "saber a ti" que é bom. É confortável. É jogar do mesmo lado do campo, com as mesmas piadas e as mesmas conversas... é simples ser e estar e é isso que me faz feliz.
É curioso como no decorrer dos anos (e já são muitos...) se aprofundam as pessoas, os comportamentos... mas se aprofunda também o que já era, porque é e será... feliz ou infelizmente simples!
Feliz... felizmente simples e confortável... curioso!
8.8.12
Tudo...(pela Sophia)
Tudo me é uma dança em que procuro
A posição ideal,
Seguindo o fio dum sonhar obscuro
Onde invento o real.
À minha volta sinto naufragar
Tantos gestos perdidos
Mas a alma, dispersa nos sentidos,
Sobe os degraus do ar...
(Tudo - Sophia de Mello Breyner Andresen)
Suspenso!
Era só o silêncio... um silêncio fixo, preso...
O Mundo estava pronto. Preparado. Cada coisa na posição certa à espera do início. O Sol, a Lua, as marés... tudo esperava.
O Mundo inteiro estava preparado e suspenso.
Era a isso que se agarrava. Ao tempo suspenso...
O Mundo estava pronto. Preparado. Cada coisa na posição certa à espera do início. O Sol, a Lua, as marés... tudo esperava.
O Mundo inteiro estava preparado e suspenso.
Era a isso que se agarrava. Ao tempo suspenso...
7.8.12
Faltas
Não se sente a falta do que não se tem.
Ela pelo menos não a sentia... Sentia sim que precisava de respirar e de reconquistar.. Pensando bem não havia nada que reconquistar, só um espaço vazio que precisava de preencher.
O problema é que para encher o espaço, ela só queria o que antes lá estava, porque mesmo que não fosse perfeito, era a perfeição naquilo que ela pensava que era.
"It's an idea in your head"... talvez... e talvez a ideia mude. As ideias mudam? Ou mudam as pessoas... as vontades?
Não importa agora... importa que o que existia deixou de existir e por muito que as coisas boas da sua vida se mantivessem e até novas fossem aparecendo, ela perdeu uma parte, uma peça que encaixava e que não sabe como substituir.
Não se sente a falta do que não se tem, mas sente-se a falta do que se tinha e agora não se tem... isso sim... dói.
Ela pelo menos não a sentia... Sentia sim que precisava de respirar e de reconquistar.. Pensando bem não havia nada que reconquistar, só um espaço vazio que precisava de preencher.
O problema é que para encher o espaço, ela só queria o que antes lá estava, porque mesmo que não fosse perfeito, era a perfeição naquilo que ela pensava que era.
"It's an idea in your head"... talvez... e talvez a ideia mude. As ideias mudam? Ou mudam as pessoas... as vontades?
Não importa agora... importa que o que existia deixou de existir e por muito que as coisas boas da sua vida se mantivessem e até novas fossem aparecendo, ela perdeu uma parte, uma peça que encaixava e que não sabe como substituir.
Não se sente a falta do que não se tem, mas sente-se a falta do que se tinha e agora não se tem... isso sim... dói.
24.7.12
17.7.12
11
O dia 17 de Julho faz-me sempre parar.
Há 11 anos atrás espreitei pela porta de um quarto na maternidade e vi um bebé de cara redonda vestido de amarelo.
Tinha as mãos fechadas e encostava-as entre as bochechas e os olhos. Mas estes estavam abertos. Era estranho ver um recém-nascido com os olhos abertos, mas aquele sempre os teve abertos e grandes.
O pai babava com aquele novelo amarelo ao colo. Nunca teve medo de lhe pegar, de ser desajeitado. Era dele... sempre foi dele e tudo era natural.
Lembro-me de ter dado um beijinho na mão que era metade do meu dedo mindinho e de ter saído... aliás... de termos saído todos com a sensação estranha de que a nossa vida tinha mudado.
O bebé não era nosso, não havia motivo para nos sentirmos assim.
Mas havia. A Mia tomou conta das nossas vidas e das nossas rotinas nos anos que se seguiram. Pensavamos logisticamente para que pudesse andar connosco para todo o lado. Revezavamo-nos quando chorava por causa dos dentes e das cólicas..
Foi um bebé, foi uma criança, uma menina e agora está quase pré-adolescente.
Faz hoje 11 anos que nasceu um ser-humano extraordinário que me tem ensinado a ser paciente, terna, atenta, protectora... a conhecer limites e a deixar que os testem... a Mia sempre me permitiu dar e ser mais, porque ela dá e é mais todos os dias.
Este ano pediu para ir a Florença porque queria ir a Itália comer pizzas e ver quadros... E o pai foi.
E quando lhe cantei os Parabéns de manhã "tanti aguri a te" riu-se, com aquele riso contagiante e disse "grazie" e rimo-nos as duas porque temos onze anos de vida uma da outra guardados dentro.
Parabéns sempre a ti Super-Pai que tudo fazes para que continue a ser fácil e lindo.
Grazie a ti pequena grande pessoa que mudaste a minha vida! Ti voglio tanti benne!
(Até 6ª)
Há 11 anos atrás espreitei pela porta de um quarto na maternidade e vi um bebé de cara redonda vestido de amarelo.
Tinha as mãos fechadas e encostava-as entre as bochechas e os olhos. Mas estes estavam abertos. Era estranho ver um recém-nascido com os olhos abertos, mas aquele sempre os teve abertos e grandes.
O pai babava com aquele novelo amarelo ao colo. Nunca teve medo de lhe pegar, de ser desajeitado. Era dele... sempre foi dele e tudo era natural.
Lembro-me de ter dado um beijinho na mão que era metade do meu dedo mindinho e de ter saído... aliás... de termos saído todos com a sensação estranha de que a nossa vida tinha mudado.
O bebé não era nosso, não havia motivo para nos sentirmos assim.
Mas havia. A Mia tomou conta das nossas vidas e das nossas rotinas nos anos que se seguiram. Pensavamos logisticamente para que pudesse andar connosco para todo o lado. Revezavamo-nos quando chorava por causa dos dentes e das cólicas..
Foi um bebé, foi uma criança, uma menina e agora está quase pré-adolescente.
Faz hoje 11 anos que nasceu um ser-humano extraordinário que me tem ensinado a ser paciente, terna, atenta, protectora... a conhecer limites e a deixar que os testem... a Mia sempre me permitiu dar e ser mais, porque ela dá e é mais todos os dias.
Este ano pediu para ir a Florença porque queria ir a Itália comer pizzas e ver quadros... E o pai foi.
E quando lhe cantei os Parabéns de manhã "tanti aguri a te" riu-se, com aquele riso contagiante e disse "grazie" e rimo-nos as duas porque temos onze anos de vida uma da outra guardados dentro.
Parabéns sempre a ti Super-Pai que tudo fazes para que continue a ser fácil e lindo.
Grazie a ti pequena grande pessoa que mudaste a minha vida! Ti voglio tanti benne!
(Até 6ª)
12.7.12
Não dá para não pensar em como tudo acaba.
Independentemente da duração, tudo acaba um dia. Por vezes esse dia em que tudo acaba é muito próximo daquele em que começa. Outras é bem longe.
Mas acaba. Tudo acaba.
Gostava de conseguir aceitar o "acabar" com a mesma facilidade com que aceito o "começar".
...
Depois há o tempo... e isso é toda uma outra (hi) estória...
Independentemente da duração, tudo acaba um dia. Por vezes esse dia em que tudo acaba é muito próximo daquele em que começa. Outras é bem longe.
Mas acaba. Tudo acaba.
Gostava de conseguir aceitar o "acabar" com a mesma facilidade com que aceito o "começar".
...
Depois há o tempo... e isso é toda uma outra (hi) estória...
29.6.12
True Story
"Somos o resultado ambulante de todas as dores, todas as desilusões, todos os erros, mentiras, omissões e fugas; todas as vezes que fomos mais e fomos menos do que gostamos de pensar que somos, somos o resultado sobrevivente - não poucas vezes a custo!- de todos os dias em que não conseguimos ser mais do que uma tentativa de não desiludir quem gosta ou gostou de nós. Muitas vezes falhamos, mas também somos muito isso. Correndo bem, conseguimos, muito de vez em quando, estar acima disso e adquirir até um certo brilho raro"
31.5.12
Porque metade de mim é amor...
Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...
Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...
Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também
(Oswaldo Montenegro)
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...
Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...
Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também
(Oswaldo Montenegro)
30.5.12
Para o Bu...
Porque ouvi hoje no carro... porque esta música é tua e me fazes uma falta "danada"!
Volta!
Volta!
20.5.12
3.5.12
Ando fora... Aterrei quase há um mês e ainda não parei.
Muita coisa, muita vida.
O Devagar que tem África ficou lá apesar de tantas vezes tentar mantê-lo aqui. Não paramos, não páro.
Parar é morrer, é não deixar acontecer...
Mas vou abrandar e falar do que foi e do que foi maravilhosamente bom. Das saudades, do que fica, do que sai, do que se vê... Vou!
Muita coisa, muita vida.
O Devagar que tem África ficou lá apesar de tantas vezes tentar mantê-lo aqui. Não paramos, não páro.
Parar é morrer, é não deixar acontecer...
Mas vou abrandar e falar do que foi e do que foi maravilhosamente bom. Das saudades, do que fica, do que sai, do que se vê... Vou!
20.3.12
Partir...



A minha vida é de repente.
A ida a Moçambique não é de repente, mas a decisão para a viagem, a definição dos dias, os bilhetes, o passaporte que entretanto estava caducado, os vistos... tudo foi de repente.
Depois foi contar os dias e confesso que não os contei logo.
Só Domingo é que me apercebi que está quase e comecei a abrandar.
Claro que ainda não fiz a mala. Tenho toda uma noite amanhã para a fazer e preparar. Mas dentro está feita.
Viajar é ir. Ponto. Ir.
Pouco interessa o que se leva, interessa levarmo-nos, vazios para regressarmos cheios.
Oiço falar de Moçambique desde que nasci. Não há ninguém que não tenha ficado fascinado com o que tem aquela terra, aquelas cores. A minha expectativa é enorme, mas não me vou desiludir nem um bocadinho.
E depois há o pai e a mãezinhadrasta. Há um mundo que não conheço e que quero que comece a fazer parte. Quero gravar os cheiros e as sensações. O vento, o calor, a chuva se vier...
Quero tudo o que vier... Quero ir!
15.3.12
Ficar
Não saber.
Existem momentos em que não sei.
Não sei se é o ir, se é o ficar. Não sei ficar. Só sei andar...
Se me pedem para ficar, eu não sei. Não sei gerir inactividade e esperar que tudo aconteça. Não acredito na sorte. Acredito no merecimento ou na ausência dele.
"A sorte faz-se"... certo! Mas depois não há descanso, porque quero sempre fazer, estar, ir... e não sei parar. E não sei ficar.
E de tudo o que ficou de ontem é o que é... uma confusão de linhas que fazem planos, planos que nem sempre queremos... e por isso é que não fico. Porque ficar implica aceitar e feliz ou infelizmente, eu não aceito nada que me seja imposto...
E não é insegurança Bu... é incerteza mesmo... é não saber. E como não sei tenho de esperar até saber. E isso mata-me!
(Obrigada no entanto por tanto! xxxx's)
Existem momentos em que não sei.
Não sei se é o ir, se é o ficar. Não sei ficar. Só sei andar...
Se me pedem para ficar, eu não sei. Não sei gerir inactividade e esperar que tudo aconteça. Não acredito na sorte. Acredito no merecimento ou na ausência dele.
"A sorte faz-se"... certo! Mas depois não há descanso, porque quero sempre fazer, estar, ir... e não sei parar. E não sei ficar.
E de tudo o que ficou de ontem é o que é... uma confusão de linhas que fazem planos, planos que nem sempre queremos... e por isso é que não fico. Porque ficar implica aceitar e feliz ou infelizmente, eu não aceito nada que me seja imposto...
E não é insegurança Bu... é incerteza mesmo... é não saber. E como não sei tenho de esperar até saber. E isso mata-me!
(Obrigada no entanto por tanto! xxxx's)
6.3.12
Yap!
"I think music for me is one of the most healing art forms. Anybody can put a pair of headphones, and put a disc, put a record or whatever, and change their mood for the day"
29.2.12
Mesmo quando o mundo roda no sentido certo, acontecem coisas que nos fazem parar.
O parar para vermos o que temos ajuda a agradecer.
Nem sempre nos lembramos disso. De estarmos bem e de não termos, no fundo nada de grave nas nossas vidas.
Depois há aquelas notícias que nos enchem por dentro e que nos fazem sorrir sempre que pensamos nelas. Que nos animam os dias e nos fazem fazer planos e imaginar cenários fantásticos... e talvez seja por isso que quando nos retiram e nos dizem que não pode ser, doa...
Não quer dizer que fique tudo negro e que os dias escureçam. Há sempre coisas boas a acontecer e esta será novamente uma coisa fantástica que irá acontecer... mas não já. Essa é a parte que dói.
Mas passa. Um dia de cada vez. Era porque não tinha de ser. Agradecer e amanhã é outro dia!
O parar para vermos o que temos ajuda a agradecer.
Nem sempre nos lembramos disso. De estarmos bem e de não termos, no fundo nada de grave nas nossas vidas.
Depois há aquelas notícias que nos enchem por dentro e que nos fazem sorrir sempre que pensamos nelas. Que nos animam os dias e nos fazem fazer planos e imaginar cenários fantásticos... e talvez seja por isso que quando nos retiram e nos dizem que não pode ser, doa...
Não quer dizer que fique tudo negro e que os dias escureçam. Há sempre coisas boas a acontecer e esta será novamente uma coisa fantástica que irá acontecer... mas não já. Essa é a parte que dói.
Mas passa. Um dia de cada vez. Era porque não tinha de ser. Agradecer e amanhã é outro dia!
19.2.12
13...
Faz hoje 13 anos que numa mesa de um café jurámos ser amigas para sempre.
Pensando que 13 anos são uma vida, quero dizer que a minha sem vocês seria indiscutivelmente mais triste, cinzenta e sem brilho.
Dizer-vos que ter-vos comigo me anima os dias e me faz dar gargalhadas, ser mais forte e sentir-me mais.
Agradecer-vos o carinho, a amizade, o amor e a dedicação... o exemplo de mulheres Magníficas que são.
Love you sempre e para sempre!
(A lamechice com esta intensidade só é permitida hoje! ;))
9.2.12
Espaços
Sempre fui eu.
Sempre gostei de ser eu.
Não que não gostasse que os outros fossem um bocadinho meus e eu um bocadinho dos outros.
No entanto, esses bocadinhos vão entrando devagar (lá está outra vez uma realidade diferente). Não é fácil quando somos nós, abrirmos uma porta que permita a entrada de outro (s).
Somos comodistas. Somos individualistas. Eu sou... não numa carga excessiva, mas gosto do meu espaço e do meu tempo... dos meus tempos.
É por isso que permitir-te a entrada tem sido um processo admirável. Não sei se pelo tempo que respeitas, se pelo espaço que me deixas manter... A porta está aberta. Tu entras e sais sem que eu tenha de dizer-te para o fazeres ou tenha qualquer necessidade de a fechar. Ou para te prender dentro, ou para te impedir a entrada.
E gostar de ti tem disto. Gostar de estar em casa... em todos os sentidos que ela tem! :)
2.2.12
Penso...
Penso que quando enchemos por dentro sem esperar, é o momento de pararmos para agradecer.
E são muitas as coisas a agradecer... o engraçado é que duas são segredo.
O segredo não impede o sorriso rasgado e os passos certos, ainda que num caminho incerto.
Sermos felizes é juntar momentos felizes.
Ando a coleccioná-los!
Basta (s) -me! :)
E são muitas as coisas a agradecer... o engraçado é que duas são segredo.
O segredo não impede o sorriso rasgado e os passos certos, ainda que num caminho incerto.
Sermos felizes é juntar momentos felizes.
Ando a coleccioná-los!
Basta (s) -me! :)
27.1.12
24.1.12
Devagar...
Tenho usado esta palavra muitas vez ultimamente.
Descobri que não sei viver devagar.
Comigo as coisas acontecem a correr, de repente, porque sim, sem que pense muito nelas... Normalmente vejo-me nas situações sem que elas se vejam em mim... ou vemo-nos umas nas outras e depois tudo é cinza.
"Se queres chegar depressa anda devagar"... este conselho foi-me dado vezes sem conta nos últimos anos. Só agora começo a pensar que o entendo.
Ando a começar a viver devagar... num limite entre o começar a correr. Mas já reduzi a velocidade... e é bom... tem sido bom.
Um dia depois do outro, mesmo que por vezes me ultrpasse(m).
"Devagar se vai ao longe", não é o que se diz?
Descobri que não sei viver devagar.
Comigo as coisas acontecem a correr, de repente, porque sim, sem que pense muito nelas... Normalmente vejo-me nas situações sem que elas se vejam em mim... ou vemo-nos umas nas outras e depois tudo é cinza.
"Se queres chegar depressa anda devagar"... este conselho foi-me dado vezes sem conta nos últimos anos. Só agora começo a pensar que o entendo.
Ando a começar a viver devagar... num limite entre o começar a correr. Mas já reduzi a velocidade... e é bom... tem sido bom.
Um dia depois do outro, mesmo que por vezes me ultrpasse(m).
"Devagar se vai ao longe", não é o que se diz?
16.1.12
Tempo
Gasto tempo que não tenho.
Não perco tempo... gasto-o. Sinto que não é meu, que tudo é emprestado e que tento sempre adquirir mais e mais... "Somos passageiros aqui".
Oiço isto há muito tempo e de facto, cabe-nos viver cada dia, momento... não sabemos nada, controlamos muito pouco.
Aprendi que fica o que é sentido, o que emociona. A marca é só essa... tudo deveria deixar impresso, tatutado... pouco deixa.
Falha minha? Talvez... agulhas nunca foram algo de que gostasse.
Permitir a vida? A Vida? Sim... todos os dias um bocadinho mais.
O tempo não é meu, mas o que faço com ele é propriedade minha. Basta-me isso.
Boa noite!
Não perco tempo... gasto-o. Sinto que não é meu, que tudo é emprestado e que tento sempre adquirir mais e mais... "Somos passageiros aqui".
Oiço isto há muito tempo e de facto, cabe-nos viver cada dia, momento... não sabemos nada, controlamos muito pouco.
Aprendi que fica o que é sentido, o que emociona. A marca é só essa... tudo deveria deixar impresso, tatutado... pouco deixa.
Falha minha? Talvez... agulhas nunca foram algo de que gostasse.
Permitir a vida? A Vida? Sim... todos os dias um bocadinho mais.
O tempo não é meu, mas o que faço com ele é propriedade minha. Basta-me isso.
Boa noite!
9.1.12
Gosto que me caiam cá em casa em tempos próprios, só porque sim...
Gosto que se nos acabem os dias com conversas cheias de nós.
Não gosto que o tempo nos separe, mesmo que seja aqui ao lado...
Gosto do nosso clube secreto. Das piadas que ninguém entende...
Gosto que fiquemos assim sós... suspensos...
Não gosto que que opinem sobre a minha vida... mas gosto quando são vocês a fazê-lo...
Gosto tanto e tanto de vocês!
Gosto que se nos acabem os dias com conversas cheias de nós.
Não gosto que o tempo nos separe, mesmo que seja aqui ao lado...
Gosto do nosso clube secreto. Das piadas que ninguém entende...
Gosto que fiquemos assim sós... suspensos...
Não gosto que que opinem sobre a minha vida... mas gosto quando são vocês a fazê-lo...
Gosto tanto e tanto de vocês!
4.1.12
Facto da vida
Seria expectável que sendo eu "forçada" a acordar todos os dias com despertador, esse processo se tornasse menos doloroso. Pois não... Era isto! Obrigada pelo desabafo e até logo.
31.12.11
28.12.11
Tempos raros
São sempre tempos raros.
São momentos roubados ao tempo!
A Nana vem uma vez por ano nos mais de dez anos que existe na minha vida.
São raras as vezes em que conseguimos tê-la aqui mais do que duas semanas, sempre ocupadas e cheias.
O jantar de anos é obrigatório. É a ponte para o Natal, é o início das minhas festividades.
Os tempos em jantares, com todos os amigos não dão para nós... para conversas contidas que as cartas (sim, as cartas porque nos escrevemos de facto), não bastam.
Por isso ontem, recebê-la já tarde em casa, para um chá, foi recuperar parte do que temos e que se constrói a cada ano. Os tempos mágicos vividos e o que virá, enchem um mundo de tópicos possíveis.
Precisava do desabafo, da partilha, de nos sentir "nós" outra vez.
E ela é o que sempre foi, sempre presente apesar de morar do outro lado do mundo.
Tenho um orgulho desmedido dela e do que sempre me dá em optimismo e força.
E tenho saudades dela todos os dias quando não está.
Tempos raros com sabor agri-doce...
São momentos roubados ao tempo!
A Nana vem uma vez por ano nos mais de dez anos que existe na minha vida.
São raras as vezes em que conseguimos tê-la aqui mais do que duas semanas, sempre ocupadas e cheias.
O jantar de anos é obrigatório. É a ponte para o Natal, é o início das minhas festividades.
Os tempos em jantares, com todos os amigos não dão para nós... para conversas contidas que as cartas (sim, as cartas porque nos escrevemos de facto), não bastam.
Por isso ontem, recebê-la já tarde em casa, para um chá, foi recuperar parte do que temos e que se constrói a cada ano. Os tempos mágicos vividos e o que virá, enchem um mundo de tópicos possíveis.
Precisava do desabafo, da partilha, de nos sentir "nós" outra vez.
E ela é o que sempre foi, sempre presente apesar de morar do outro lado do mundo.
Tenho um orgulho desmedido dela e do que sempre me dá em optimismo e força.
E tenho saudades dela todos os dias quando não está.
Tempos raros com sabor agri-doce...
21.12.11
Está a custar-me não estares cá.
Não saber nada de ti.
Precisava mesmo que me entrasses pela porta com uma garrafa de cartuxa e ocupasses o sofá e me obrigasses a desabafar.
Custa-me não saber de ti, não saber se chegas para o Natal. Quero acreditar que sim. Quero acreditar que no máximo daqui a dois dias recebo uma chamada a dizer: "Bu, cheguei! Como queres fazer? Em tua casa ou na minha?"
Preciso de deitar fora... palavras e não esta tosse.
Preciso de um tempo longe do mundo e que me digas que não é nada, que vai passar, que eu já sei como é, que não importa, que tenho de perdoar, que não entende... tudo coisas que me dizem, mas que ditas por ti são mais credíveis e eu nunca entendi porquê...
Poucas vezes supliquei que voltasses, mas desta vez suplico mesmo, porque a minha vontade é enfiar-me daqui a duas horas num avião para longe daqui...
Não saber nada de ti.
Precisava mesmo que me entrasses pela porta com uma garrafa de cartuxa e ocupasses o sofá e me obrigasses a desabafar.
Custa-me não saber de ti, não saber se chegas para o Natal. Quero acreditar que sim. Quero acreditar que no máximo daqui a dois dias recebo uma chamada a dizer: "Bu, cheguei! Como queres fazer? Em tua casa ou na minha?"
Preciso de deitar fora... palavras e não esta tosse.
Preciso de um tempo longe do mundo e que me digas que não é nada, que vai passar, que eu já sei como é, que não importa, que tenho de perdoar, que não entende... tudo coisas que me dizem, mas que ditas por ti são mais credíveis e eu nunca entendi porquê...
Poucas vezes supliquei que voltasses, mas desta vez suplico mesmo, porque a minha vontade é enfiar-me daqui a duas horas num avião para longe daqui...
18.12.11
Questão urgente...
A menos de uma semana do Natal e ainda não fiz a árvore e nem sequer montei o presépio....
16.12.11
Em tom de "fim"
Aprende-se a viver com isto.
Como uma falta de habilidade para o desenho ou para a
ginástica desportiva.
Como com uma doença tipo diabetes, um nariz grande demais,
um rabo inexistente…
Como a falta de magnésio, acne ou asma.
Aprendemos a viver com isto e a não pensar no inicio, nem nos porquês da
perfeição. A desvalorizar os e-mails, as datas, os locais… A não ligar nenhuma
ao cheiro e ao sabor… Aos bonecos nas nuvens e às estrelas no céu.
(bastou um olhar para confirmar…)
Começa-se a achar normal que o telefone não toque e que
as notícias não cheguem, nem por e-mail.
A vida segue como sempre seguiu… independe “disto”
Aprende-se a viver com isto... com/sem o teu cheiro e o teu toque
colados na minha pele. sem eu ter por onde fugir, ...
Mas aprende-se… aprende-se!
14.12.11
Se eu podia ter uma sobrinha com menos personalidade?
... Poder podia, mas não era de todo a mesma coisa!
(de referir que isto é um post-it colado na porta do quarto dela - 8 anos de personalidade concentrada!)
12.12.11
11.12.11
8.12.11
8-12
Dia 8 de Dezembro é dia da N. Senhora da Imaculada Conceição.
Não sei explicar o fascínio que sempre teve em mim este dia.
Desde pequena que me lembro da missa com a avó. Era o dia em que a avó'zinha fazia a árvore de Natal e em que o avô lhe dava um presente, porque era o dia da Mãe.
Independentemente do dia ter mudado no calendário, para o avô, este sempre foi o dia das mães.
Gosto da imagem da mãe... Da Mãe... Gosto que este dia seja no Advento.
O Advento e a Quaresma são momentos essenciais no meu ano. O Advento é a preparação para a chegada, para receber... mas na preparação da vinda de Cristo, há uma preparação nossa, dentro... Ninguém pode dar se não estiver "limpo"... e é isso o Advento... e é por isso que hoje, sempre que se celebra o dia da Mãe, me comovo na missa, porque Ela foi preparada...e como mãe de Jesus, é um exemplo de Força, de Coragem e de Fé...
No Domingo passado na homilia o padre focou duas palavras importantes: Vigiai e Reparai... Num exercício que parece simples, que é o de Vigiarmos acções e pensamentos. Nossos e dos outros... Depois da análise, repararmos, consertarmos, o que for possível de ser reparado... aprendermos e perdoarmos... a nós e aos outros...
Isso é o que nos é pedido no Advento... Possamos nós, pequenos mas tão importantes, fazer esta preparação honesta, dentro do coração, com a ajuda da Mãe Maria!
Feliz dia das (M)mães!
Não sei explicar o fascínio que sempre teve em mim este dia.
Desde pequena que me lembro da missa com a avó. Era o dia em que a avó'zinha fazia a árvore de Natal e em que o avô lhe dava um presente, porque era o dia da Mãe.
Independentemente do dia ter mudado no calendário, para o avô, este sempre foi o dia das mães.
Gosto da imagem da mãe... Da Mãe... Gosto que este dia seja no Advento.
O Advento e a Quaresma são momentos essenciais no meu ano. O Advento é a preparação para a chegada, para receber... mas na preparação da vinda de Cristo, há uma preparação nossa, dentro... Ninguém pode dar se não estiver "limpo"... e é isso o Advento... e é por isso que hoje, sempre que se celebra o dia da Mãe, me comovo na missa, porque Ela foi preparada...e como mãe de Jesus, é um exemplo de Força, de Coragem e de Fé...
No Domingo passado na homilia o padre focou duas palavras importantes: Vigiai e Reparai... Num exercício que parece simples, que é o de Vigiarmos acções e pensamentos. Nossos e dos outros... Depois da análise, repararmos, consertarmos, o que for possível de ser reparado... aprendermos e perdoarmos... a nós e aos outros...
Isso é o que nos é pedido no Advento... Possamos nós, pequenos mas tão importantes, fazer esta preparação honesta, dentro do coração, com a ajuda da Mãe Maria!
Feliz dia das (M)mães!
5.12.11
o tempo diferente
Falar pelo Skype de madrugada vai-nos sempre permitindo ter momentos perdidos.
As coisas não fazem propriamente sentido quando metade da tua vida diária já foi e a minha ainda não começou.
Quando a forma como me prendo no que contas é mais intensa no momento em que te ris.. e depois ficas sério.. e depois o discurso pára porque vais enviar uma fotografia, um texto, uma música que vai ilustrar o que acabaste de dizer.
Sabes que a vida de quem fica não suspende só porque não estás... mas perde toda a magia perante a tua... tudo o que te quero contar deixa de ter importância e passa automaticamente para outro tempo, num futuro que talvez venha a acontecer.
Mas a vida aqui continua... e tudo muda... e queria que soubesses que mesmo que não to diga, é assim... uma imensidão de coisas a invadirem a minha pacata vida...
- "E tu Joaninha, novidades?"
- "Nada... tudo bem, tudo na mesma..."
As coisas não fazem propriamente sentido quando metade da tua vida diária já foi e a minha ainda não começou.
Quando a forma como me prendo no que contas é mais intensa no momento em que te ris.. e depois ficas sério.. e depois o discurso pára porque vais enviar uma fotografia, um texto, uma música que vai ilustrar o que acabaste de dizer.
Sabes que a vida de quem fica não suspende só porque não estás... mas perde toda a magia perante a tua... tudo o que te quero contar deixa de ter importância e passa automaticamente para outro tempo, num futuro que talvez venha a acontecer.
Mas a vida aqui continua... e tudo muda... e queria que soubesses que mesmo que não to diga, é assim... uma imensidão de coisas a invadirem a minha pacata vida...
- "E tu Joaninha, novidades?"
- "Nada... tudo bem, tudo na mesma..."
4.12.11
A mãe tinha um relatório anual para fazer e precisava de silêncio... óptimo momento para eu agarrar na afilhada e passar a tarde no parque.
Fizemos um bolo na caixa da areia e "pusemos as mãos na fotografia para dizer que era nosso"; andámos nos baloiços e tinha de a empurrar com força porque queria "chegar ao céu e às estrelas"... ri-me até me cairem as lágrimas com as graças espontâneas que tem.
Tenho saudades dela todos os dias quando não a vejo... das gargalhadas que dá e da forma como diz "tia Joaninha (que voa)"...
Quando estamos estou 100% com ela... ocupa-me cada segundo do pensamento. Acaba-se o stress do trabalho, do que vem, do que foi, do que será, se será...
Passo para o mundo que a Maria vê... patos de borracha gigantes que se atravessam à frente do nosso barco, uma fada que com as asas voa às estrelas, que temos pés que não sentem o chão...
Sentamo-nos a lanchar enquanto cantamos músicas (sim... aqui não penso sequer que desafino!)...
Prolongo sempre o regresso a casa com o banho, dar o jantar e a ida para a cama... gosto quando me dá a mão e se encosta a mim a ver os desenhos animados... da forma séria como pergunta o que é que eu acho de uma ou outra cena...
Adoro a nossa cumplicidade...
Gosto essencialmente de ser ela, eu e um mundo nosso... e de o tempo parar e de nada mais importar...
1.12.11
17.11.11
Ontem lembrei-me...
É dos meus quadros preferidos... é o encaixe perfeito do abraço. O abraço é a mais perfeita das manifestações de carinho, porque pode ser tudo... O Mundo cabe num abraço, o Universo,... E o que compreende o abraço? Compreende tudo... enche tudo, preenche tudo...
Este quadro lembra-me alguns dos momentos perfeitos.
E hoje, e ontem e amanhã e provavelmente depois e depois e depois, vou precisar de perfeição...
É dos meus quadros preferidos... é o encaixe perfeito do abraço. O abraço é a mais perfeita das manifestações de carinho, porque pode ser tudo... O Mundo cabe num abraço, o Universo,... E o que compreende o abraço? Compreende tudo... enche tudo, preenche tudo...
Este quadro lembra-me alguns dos momentos perfeitos.
E hoje, e ontem e amanhã e provavelmente depois e depois e depois, vou precisar de perfeição...
16.11.11
Para a Catch... Pelos dias dificeis...
deixa o tempo fazer o resto
fechar as janelas
aplacar os barcos
recolher os víveres
semear a sorte
acender o fogo
esperar a ceia
abre as portas: lê a luz
a sombra, a arte do passarinheiro
com três paus
fazes uma canoa
com quatro tens um verso,
deixa o tempo fazer o resto.
Ana Paula Inácio
(Para mim... para os fáceis e os dificeis...)
Montanha
Desde Abril que comecei a subir uma montanha.
Não lhe vejo o cume e tanto faz se é o Evarest ou a Serra da Estrela... para a imagem é totalmente indiferente.
Há muito tempo que não começava nada... muito menos uma escalada, caminhada,...
Já tinha subido um bocado e em Setembro dei uma queda aparatosa... Há cerca de um mês recomecei a subir, a escalar...
Não gosto de andar sozinha, de não encontrar ninguém ao longo do caminho.
Está frio. Muito frio.
O ar começou a faltar-me e nesse instante, como se fosse magia, apareceu uma botija de Oxigénio. Uma botija fantástica, quase perfeita. Mas que não é minha.
Devo ter uns pulmões demasiado pequenos para aguentar tanto ar...
Passaram seis meses.
E está frio... está muito frio.
Era isto.
Não lhe vejo o cume e tanto faz se é o Evarest ou a Serra da Estrela... para a imagem é totalmente indiferente.
Há muito tempo que não começava nada... muito menos uma escalada, caminhada,...
Já tinha subido um bocado e em Setembro dei uma queda aparatosa... Há cerca de um mês recomecei a subir, a escalar...
Não gosto de andar sozinha, de não encontrar ninguém ao longo do caminho.
Está frio. Muito frio.
O ar começou a faltar-me e nesse instante, como se fosse magia, apareceu uma botija de Oxigénio. Uma botija fantástica, quase perfeita. Mas que não é minha.
Devo ter uns pulmões demasiado pequenos para aguentar tanto ar...
Passaram seis meses.
E está frio... está muito frio.
Era isto.
30.10.11
Ausência...
Não é bem a vida a parar, porque não pára.
Rever o tempo que escorre erguer a cabeça e seguir.
A afilhada fez quatro anos, a sobrinha oito.
Nasceu o G..
Entrou a Ella na minha vida...
Estou a tentar não andar em busca de porquês...
Dói, mas dói menos... ainda parece irreal, mas talvez menos...
E a vida não pára...
Não é bem a vida a parar, porque não pára.
Rever o tempo que escorre erguer a cabeça e seguir.
A afilhada fez quatro anos, a sobrinha oito.
Nasceu o G..
Entrou a Ella na minha vida...
Estou a tentar não andar em busca de porquês...
Dói, mas dói menos... ainda parece irreal, mas talvez menos...
E a vida não pára...
6.10.11
Steve Jobs.. o Sr. da Maçã...
“O teu tempo é limitado, por isso não o gastes a viver a vida de outra pessoa. Não caias na armadilha do dogma, que é viver de acordo com os resultados do pensamento de outras pessoas. Não deixes que o barulho criado pela opinião dos outros silencie a tua voz interior. E, acima de tudo, tem a coragem de seguir o teu coração, a tua intuição. Por uma razão qualquer, eles já sabem o que tu queres ser. Tudo o resto é secundário" - Steve Jobs
"You can't connect the dots looking forward - you can only connect them looking backwards. So you have to trust that the dots will somehow connect in your future. You have to trust in something; your gut, destiny, life, karma, whatever. Because believing that the dots will connect down the road will give you the confidence to follow your heart (...). You've got to find what you love" "- Steve Jobs
Perdeu-se um visionário... o Mundo ficou mais pobre!
16.9.11
A ti...
Ando há quinze dias a tentar despedir-me de ti.
Soube há quinze dias que tinhas partido.
O momento do telefonema da Mariana a chorar não me sai da cabeça. Sabes, disse imensas vezes que não podias ser tu. Tinha de haver algum engano... "Qual Gonçalo???"... "o teu Jana"... "o meu? Não... é outro, disseram-te mal, não pode ser o Gonçalo"...e ela chorava... e a determinada altura acho que lhe disse que sim, só porque precisava de desligar o telefone.
Estava no Algarve a trabalhar... sei que fiz o que tinha a fazer em menos de 2h e vim para cima... no processo ligavam-me porque achavam que ainda não sabia, ou porque precisavam de confirmar... O Zé de Angola que me disse de imediato que já tinha voo para o dia seguinte, a Catarina... ai...
Não me lembro da viagem para cima. Não me lembro de ter chegado, só quando a Mariana me abriu a porta de casa.
Chorei e deixei de chorar... não dormi...
Trabalhei de manhã e felizmente o Zé chegou porque senão tinha sido indiscutivelmente mais difícil. Fui buscá-lo, almoçámos e tentámos não falar em ti, porque faltava vivermos tudo ainda.
Fomos um do outro uma altura das nossas vidas. A história começou num paraíso. Ditaste os nossos tempos todos, até que um dia assumi eu o comando, pus os pés à parede e acabou-se... mas amei-te muito e tu sabes que sim.
Sei que ficaste com uma mágoa grande. Um ano sem me falares... até que quebrámos o gelo.
Uma semana e meia antes de ires embora tive um impulso de te convidar para café. Conheci a tua casa nova, vi as fotografias e os filmes do casamento do teu irmão... Não chegaste a conhecer a minha casa, não cheguei a dizer-te tanta coisa...
Um mundo de coisas que não te disse e um universo do que ainda não te consigo dizer...
Rever os teus pais, os teus tios, irmão, amigos... as nossas pessoas... não é suposto... a lógica não pode ser deste mundo, porque se fosse eu entendia.
A lógica é outra, o propósito é outro... e ainda não consigo parar de pensar no porquê... e não deve haver... e se aqui estivesses ías dizer-me isso mesmo, entre um abraço e uma festinha na cabeça: "pára de perguntar. Que mania de teres de entender tudo, há coisas que não se controlam, pronto! Vai viver..."
Como a oração de Sto. Agostinho de que tanto gostavas...
"A morte não é nada. Apenas passei ao outro mundo.
Eu sou eu. Tu és tu. O que fomos um para o outro ainda somos.Dá-me o nome que sempre deste. Fala-me como sempre me falaste.Não mudes o tom a um triste ou solene.
Continua rindo com aquilo que nos fazia rir juntos.Reza, sorri, pensa em mim, reza comigo.
Que o meu nome se pronuncie em casa como sempre se pronunciou.Sem nenhuma ênfase, sem rosto de sombra.
A vida continua significando o que significou:Continua sendo o que era.
O cordão da união não se quebrou.Porque eu estaria fora dos teus pensamentos, apenas porque estou fora da tua vida?
Não estou longe,somente estou do outro lado do caminho.
Já verás, tudo está bem.
Redescobrirás o meu coração, e nele redescobrirás a ternura mais pura.
Seca as tuas lágrimas e se me amas, não chores mais."
(Sto. Agostinho)
.. já te prometi que secaria... mas não me ponhas prazos...
Sempre tua... sempre nossa! You're the top!
Soube há quinze dias que tinhas partido.
O momento do telefonema da Mariana a chorar não me sai da cabeça. Sabes, disse imensas vezes que não podias ser tu. Tinha de haver algum engano... "Qual Gonçalo???"... "o teu Jana"... "o meu? Não... é outro, disseram-te mal, não pode ser o Gonçalo"...e ela chorava... e a determinada altura acho que lhe disse que sim, só porque precisava de desligar o telefone.
Estava no Algarve a trabalhar... sei que fiz o que tinha a fazer em menos de 2h e vim para cima... no processo ligavam-me porque achavam que ainda não sabia, ou porque precisavam de confirmar... O Zé de Angola que me disse de imediato que já tinha voo para o dia seguinte, a Catarina... ai...
Não me lembro da viagem para cima. Não me lembro de ter chegado, só quando a Mariana me abriu a porta de casa.
Chorei e deixei de chorar... não dormi...
Trabalhei de manhã e felizmente o Zé chegou porque senão tinha sido indiscutivelmente mais difícil. Fui buscá-lo, almoçámos e tentámos não falar em ti, porque faltava vivermos tudo ainda.
Fomos um do outro uma altura das nossas vidas. A história começou num paraíso. Ditaste os nossos tempos todos, até que um dia assumi eu o comando, pus os pés à parede e acabou-se... mas amei-te muito e tu sabes que sim.
Sei que ficaste com uma mágoa grande. Um ano sem me falares... até que quebrámos o gelo.
Uma semana e meia antes de ires embora tive um impulso de te convidar para café. Conheci a tua casa nova, vi as fotografias e os filmes do casamento do teu irmão... Não chegaste a conhecer a minha casa, não cheguei a dizer-te tanta coisa...
Um mundo de coisas que não te disse e um universo do que ainda não te consigo dizer...
Rever os teus pais, os teus tios, irmão, amigos... as nossas pessoas... não é suposto... a lógica não pode ser deste mundo, porque se fosse eu entendia.
A lógica é outra, o propósito é outro... e ainda não consigo parar de pensar no porquê... e não deve haver... e se aqui estivesses ías dizer-me isso mesmo, entre um abraço e uma festinha na cabeça: "pára de perguntar. Que mania de teres de entender tudo, há coisas que não se controlam, pronto! Vai viver..."
Como a oração de Sto. Agostinho de que tanto gostavas...
"A morte não é nada. Apenas passei ao outro mundo.
Eu sou eu. Tu és tu. O que fomos um para o outro ainda somos.Dá-me o nome que sempre deste. Fala-me como sempre me falaste.Não mudes o tom a um triste ou solene.
Continua rindo com aquilo que nos fazia rir juntos.Reza, sorri, pensa em mim, reza comigo.
Que o meu nome se pronuncie em casa como sempre se pronunciou.Sem nenhuma ênfase, sem rosto de sombra.
A vida continua significando o que significou:Continua sendo o que era.
O cordão da união não se quebrou.Porque eu estaria fora dos teus pensamentos, apenas porque estou fora da tua vida?
Não estou longe,somente estou do outro lado do caminho.
Já verás, tudo está bem.
Redescobrirás o meu coração, e nele redescobrirás a ternura mais pura.
Seca as tuas lágrimas e se me amas, não chores mais."
(Sto. Agostinho)
.. já te prometi que secaria... mas não me ponhas prazos...
Sempre tua... sempre nossa! You're the top!
18.8.11
parar de amor...
Hoje foi embora.
Hoje "perdi" um Amigo. Sei que não perdi. As perdas são definitivas e vamos encontrar-nos por aí um dia.
Mas foi-se embora.
A pensar nos porquês de tudo o que invade dentro, lembrei-me que tantas vezes dizia: "Tudo o que puderes pensar que queres para seres feliz, eu tenho! Família, Amigos, Saúde, Viver no paraíso, dinheiro, viagens,... tudo!
E era! Ele foi feliz, sempre, todos os dias e em todos os momentos. E foi exemplo disso a cada segundo.
Se lhe posso agradecer alguma coisa, é isso... o exemplo da pureza, da dignidade, do altruísmo...
Amava o mundo inteiro e todas as pessoas. Todas são importantes, dizia sempre!
O coração dele parou hoje... e eu continuo a acreditar que parou por não aguentar já tanto amor...
Obrigada! Sempre! Hoje e todos os dias!!!!!
Hoje "perdi" um Amigo. Sei que não perdi. As perdas são definitivas e vamos encontrar-nos por aí um dia.
Mas foi-se embora.
A pensar nos porquês de tudo o que invade dentro, lembrei-me que tantas vezes dizia: "Tudo o que puderes pensar que queres para seres feliz, eu tenho! Família, Amigos, Saúde, Viver no paraíso, dinheiro, viagens,... tudo!
E era! Ele foi feliz, sempre, todos os dias e em todos os momentos. E foi exemplo disso a cada segundo.
Se lhe posso agradecer alguma coisa, é isso... o exemplo da pureza, da dignidade, do altruísmo...
Amava o mundo inteiro e todas as pessoas. Todas são importantes, dizia sempre!
O coração dele parou hoje... e eu continuo a acreditar que parou por não aguentar já tanto amor...
Obrigada! Sempre! Hoje e todos os dias!!!!!
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